Morre Prichard Colón, ex-boxeador que passou uma década em estado vegetativo

Porto-riquenho sofreu uma grave lesão cerebral durante uma luta em 2015 e morreu aos 33 anos.

Por Da Redação
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Morre Prichard Colón, ex-boxeador que passou uma década em estado vegetativo

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu na última quinta-feira (13), aos 33 anos. Considerado uma das promessas do boxe quando tinha 23, o atleta passou mais de uma década em estado vegetativo após sofrer uma grave lesão cerebral durante uma luta contra o norte-americano Terrel Williams, em outubro de 2015. A morte foi confirmada pelo pai do ex-lutador, Richard Colón, nas redes sociais.

Na época do combate, Colón tinha um cartel profissional invicto de 16 vitórias, sendo 13 por nocaute. Durante a luta, recebeu golpes na parte de trás da cabeça, passou a apresentar tontura e náusea e precisou ser levado ao hospital depois da interrupção do confronto. Os exames apontaram um hematoma subdural, causado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio.

Colón passou por uma cirurgia para reduzir a pressão intracraniana e permaneceu em coma por mais de sete meses. Depois de acordar, continuou em estado vegetativo persistente e precisou de cuidados permanentes da família.

O caso gerou grande repercussão no boxe, principalmente porque golpes na parte de trás da cabeça são proibidos. Ainda assim, Williams não recebeu uma punição esportiva significativa. Uma investigação conduzida pelo estado da Virgínia concluiu, em 2016, que não havia evidências suficientes de uma ação específica que permitisse responsabilizar uma única pessoa pela condição do atleta.

A família de Colón também buscou responsabilização na Justiça. Em 2017, os pais entraram com uma ação de US$ 50 milhões contra o médico responsável pelo atendimento à beira do ringue e os promotores da luta. Até o momento, não houve divulgação pública de um acordo ou veredito no processo.

Após a morte, entidades importantes do boxe prestaram homenagens ao ex-atleta. O presidente da Organização Mundial de Boxe, Gustavo Olivieri, destacou a coragem e a perseverança de Colón, enquanto WBC e WBA também lembraram o porto-riquenho como um "verdadeiro guerreiro". 
 

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