MP processa clínica após mutirão de catarata deixar 15 pacientes cegos em Salvador
Na ação, o órgão também noticiou a Prefeitura e o governo da Bahia

Foto: Reprodução/TV Bahia
Quinze pacientes perderam totalmente a visão e outros seis tiveram perda visual parcial após cirurgias de catarata realizadas em um mutirão oftalmológico em Salvador.
Diante da gravidade do caso, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação contra o Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), a Prefeitura de Salvador e o governo da Bahia por suspeitas de falhas sanitárias, assistenciais, organizacionais e de fiscalização nos procedimentos realizados no dia 26 de fevereiro de 2026.
Segundo o MP-BA, além dos pacientes que tiveram perda de visão, outras pessoas precisaram de acompanhamento prolongado e de programas especializados de reabilitação visual. As investigações apontam ainda a possibilidade de existência de novas vítimas que ainda não foram identificadas.
Entenda
Responsável pelos procedimentos, a Clivan integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), tem contrato com a Prefeitura de Salvador e credenciamento junto ao Estado para realização de procedimentos oftalmológicos custeados pelo sistema público.
No dia do mutirão, foram realizadas 138 cirurgias de catarata na unidade. Na ação, o Ministério Público pediu à Justiça, em caráter liminar, a suspensão de novas cirurgias oftalmológicas na Clivan até que a unidade comprove sua regularização.
Ao final do processo, o Ministério Público requer ainda que a clínica, o município e o Estado sejam responsabilizados pela reparação integral dos danos individuais causados às vítimas e pelo pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Além da ação civil, o caso é investigado também na esfera criminal. O MPBA instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e a Polícia Civil conduz um inquérito na Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso.


