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MPBA denuncia policiais responsáveis pela morte de guia turístico em Caraíva, no sul da Bahia

Órgão solicitou também afastamento cautelar dos agentes; caso aconteceu em 2025

Por Da Redação
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Atualizado
MPBA denuncia policiais responsáveis pela morte de guia turístico em Caraíva, no sul da Bahia

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) denunciou nesta quinta (16) quatro policiais militares e dois civis pela morte de dois homens em maio de 2025, em Caraíva, distrito de Porto Seguro, no sul do estado.  

As duas vítimas foram o guia turístico, Victor Cerqueira Santos Santana, conhecido como "Vitinho", e um procurado pela polícia, identificado como Davisson Sampaio dos Santos, chamado de "Alongado".

Relembre
Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirmou que Victor havia morrido em confronto. A versão é contestada pela comunidade, que afirma que o guia turístico foi algemado e levado pelos policiais enquanto trabalhava. Segundo a família, haviam sinais de tortura em seu corpo. O caso ganhou repercussão nacional.

O MPBA pediu o afastamento cautelar dos seis policiais durante a tramitação da ação na Justiça. Eles foram acusados por dois homicídios qualificados por motivo torpe, meio que resultou perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito.

Conforme investigações, uma das vítimas foi atingida por diversos disparos de arma de fogo num local público, sem possibilidade de defesa. A segunda foi abordada durante a operação submetida a revista, e posteriormente alvejada por disparos. 

Segundo MPBA, o laudo da perícia constatou lesões compatíveis com agressões físicas anteriores aos disparos.

Os dois policias civis, além dos crimes mencionados anteriormente, também foram denunciados por fraude processual. A investigação identificou que eles teriam tentado alterar de forma artificial o estado das coisas após o fato. Uma eventual fraude processual por parte dos policiais militares também é investigada.

O MPBA afirma ainda que as provas indicam que as mortes aconteceram "fora de uma situação concreta de confronto, em contexto no qual as vítimas se encontravam em condição de vulnerabilidade diante da atuação dos agentes". 

 

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