Mustang GT está de volta e custa mais em conta que o Dark Horse

Mustang retoma sua versão mais vendida com novidades pontuais

Por Marcos Camargo Jr.
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Mustang GT está de volta e custa mais em conta que o Dark Horse

O Ford Mustang GT está de volta ao mercado brasileiro. A versão GT Performance 2026 chega por R$ 569 mil com mudanças no acabamento externo, duas novas cores e a conhecida receita do esportivo: motor V8 aspirado de 492 cv, tração traseira e câmbio automático de dez marchas. Na linha nacional, passa a dividir espaço com o Dark Horse, que permanece disponível por R$ 649 mil. 

A diferença de R$ 80 mil posiciona o GT como a opção de entrada do Mustang no Brasil, sem abrir mão dos principais equipamentos de desempenho. Suspensão adaptativa MagneRide, freios Brembo e escapamento com válvulas ativas fazem parte do pacote, enquanto o Dark Horse mantém uma proposta de calibração mais voltada às pistas.

A principal novidade visual está nos elementos escurecidos. Emblemas, rodas de 19 polegadas, teto, retrovisores e aerofólio recebem acabamento preto. O conjunto ganha contraste com as novas pinturas Azul Adriático e Cinza Avalanche, que se juntam às opções Vermelho Arizona, Azul Algarve, Cinza Torres e Preto Astúrias.

Sob o capô, o Mustang preserva o motor Coyote V8 5.0 aspirado de quarta geração. Equipado com dois corpos de borboleta eletrônicos, entrega 492 cv a 7.250 rpm e 567 Nm de torque, equivalentes a aproximadamente 57,8 kgfm, a 4.900 rpm. Segundo a Ford, o GT Performance acelera de zero a 100 km/h em 4,3 segundos.

O câmbio automático de dez velocidades trabalha com cinco modos de condução: Normal, Esportivo, Escorregadio, Pista e Pista Drag. Cada configuração altera respostas do acelerador, trocas de marcha, controle de tração, som do escapamento e apresentação do painel.

O motorista também pode ajustar separadamente a suspensão, a assistência da direção e o funcionamento das válvulas do escapamento. Neste último caso, há um modo silencioso com horário programável, recurso útil para reduzir o volume do V8 ao sair de casa ou chegar à garagem.

O conjunto de chassi inclui barras estabilizadoras do Mach 1 e amortecedores MagneRide, que variam sua atuação por meio de fluido magnético. De acordo com a fabricante, o sistema monitora as condições da via mil vezes por segundo e conta com uma função de detecção de buracos para reduzir impactos sobre o conjunto de rodas e pneus.

Para uso esportivo em ambiente controlado, o pacote Track Apps reúne cronômetros, medidores de desempenho, informações de frenagem, freio de drifting e Line Lock. Já o Remote Rev permite acelerar o motor pelo controle da chave. O recurso, disponível no Mustang automático, foi desenvolvido com participação da engenharia brasileira da Ford.

Na cabine, a sétima geração mantém o painel digital de 12,4 polegadas integrado visualmente à central multimídia SYNC 4 de 13,2 polegadas. Há Android Auto e Apple CarPlay sem fio, navegação embarcada e diferentes apresentações para os instrumentos, incluindo grafismos inspirados em Mustangs clássicos.

Os bancos revestidos em couro oferecem aquecimento, ventilação e ajustes elétricos. O volante tem base reta e aquecimento, enquanto o sistema de som B&O reúne 12 alto-falantes, subwoofer e potência de 900 W. A conectividade pelo aplicativo Ford permite consultar informações e acessar comandos remotos do veículo.

Entre os equipamentos de segurança estão sete airbags, piloto automático adaptativo com Stop & Go, frenagem autônoma de emergência, inclusive em marcha à ré, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado. O pacote também inclui assistente de centralização em faixa, reconhecimento de placas de velocidade, assistente de manobras evasivas e farol alto automático.

O retorno do GT dá continuidade à trajetória oficial do Mustang no Brasil, iniciada em 2018. Desde então, o esportivo passou pelas configurações Black Shadow e Mach 1 até a chegada da sétima geração, em 2024, ano em que o modelo completou 60 anos.

Nesta nova oferta, a Ford aposta em uma atualização de aparência para renovar o interesse pelo GT. A Ford não informou quando as primeiras unidades serão entregues.

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