"Não acho legal a pessoa ficar omitindo o patrimônio", diz Olivia Santana; fala é associada a Moema e Erika Hilton
Moema Gramacho e Erika Hilton causaram polêmica nas redes após declararem patrimônio negativo ou abaixo do esperado

Foto: Marcos Felipe/Farol da Bahia | Bruno Spada/Câmara dos Deputados |
A deputada estadual e candidata a deputada federal Olivia Santana (PCdoB) gerou repercussão nas redes sociais, neste sábado (9), após fazer uma publicação onde diz não achar "legal" quando políticos "omitem" ou "maquiam" o patrimônio ao realizar a candidatura.
"Não acho legal a pessoa ficar omitindo o patrimônio que tem ou maquiando sua declaração de bens. O que o político deve ter é um patrimônio compatível com a sua renda. Só isso!", escreveu a deputada em seu Instagram.
Mesmo que Olivia não tenha citado nomes diretos, a publicação foi associada à ex-prefeita de Lauro de Freitas e ex-deputada federal Moema Gramacho (MDB), que, ao registrar a candidatura à Câmara Federal na Justiça Eleitoral, declarou não possuir bens em seu nome.
No entanto, a declaração contrasta com uma trajetória de quase 30 anos na vida pública, marcada pela ocupação de diferentes cargos políticos.
Sobre o caso, Moema afirmou que sempre viveu dos rendimentos provenientes do seu trabalho e ressaltou que a construção de patrimônio pessoal nunca foi o objetivo de sua atuação política.
"Sempre vivi do meu salário e, apesar de ter apenas uma filha, sustentei e sustento uma família numerosa, buscando oferecer a eles o conforto e a dignidade que merecem. Ajudar as pessoas a terem sustento, dignidade e o mínimo de conforto sempre foi prioridade para mim. Enriquecer através da política, nunca", disse a candidata.
Outro caso associado à fala de Olivia foi o da deputada federal e candidata à reeleição Erika Hilton (PSOL-SP), que registrou uma redução de cerca de 20% em relação aos R$ 19.989,96 informados na eleição de 2022.
Nas redes sociais [X e Instagram], a declaração prestada pela congressista provocou reação de internautas. Diversos usuários passaram a questionar o baixo valor patrimonial informado frente aos vencimentos oficiais do cargo, apontando um contraste com o padrão de consumo exibido em suas redes.
Em nota encaminhada ao Farol da Bahia, a deputada disse considerar desproporcional a atenção dada ao seu patrimônio e criticou políticos que, segundo ela, acumulam riqueza ao longo da carreira.
"O que me choca é ver dedicarem mais atenção a uma parlamentar jovem, que não acumula patrimônio porque o próprio salário é destinado a ajudar a família, apoiar pessoas próximas, quitar dívidas e garantir um mínimo de conforto, do que a políticos que se apresentam como donos da moral e dos bons costumes, mas que, eleição após eleição, multiplicam seu patrimônio de forma impossível de se explicar."
Erika também ironizou as críticas recebidas e afirmou que não é possível enriquecer na política de forma honesta.
"Queriam o quê? Que eu tivesse comprado mansões à vista? Desculpem a decepção, mas é impossível enriquecer na política sendo honesta, arrimo de família e tendo bom gosto para se vestir!", disse.


