"Ninguém pode ser investigado a vida toda", afirma Jorge Messias sobre inquérito das fake news
Declaração foi realizada durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Messias foi indicado por Lula para assumir vaga no STF

Foto: Reprodução/TV Senado
Ao ser questionado sobre o inquérito das fake news, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que "ninguém pode ser investigado a vida toda". A declaração foi realizada durante a sabatina desta quarta-feira (29) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Messias foi indicado por Lula para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada por Luís Roberto Barroso, que deixou a corte em outubro de 2025. Após análise na CCJ, a indicação do advogado-geral será levada ao plenário do Senado. Com isso, ele precisará da aprovação de, no mínimo, 41 parlamentares.
"Eu não posso desconhecer o princípio da duração razoável do processo. Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito da fake news, é em qualquer inquérito", declarou Messias.
"Um inquérito penal tem que ter começo, meio e fim e prazo razoável. Ninguém pode ser investigado a vida inteira. O processo penal não é ato de vingança. O processo penal é ato de justiça", complementou.
Caso a indicação de Messias seja aprovada, o advogado integrará a Primeira Turma do Supremo, liderada pelo ministro Flávio Dino.


