Novas medidas de combate a pandemia custam R$ 284 bi para os cofres federais
Valor equivalente a 3,76% do PIB do Brasil

Foto: Agência Brasil
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, comunicou nessa quarta-feira (15), que as novas medidas tomadas nos últimos dias para enfrentar a pandemia do novo coronavírus elevaram para R$ 284 bilhões o custo efetivo para os cofres federais. Segundo ele, equivale a 3,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), o montante envolve o aumento de gastos federais e a redução de receitas, resultando em impacto sobre as contas públicas.
O valor representa aumento de R$ 59,4 bilhões em relação ao impacto fiscal de R$ 224,6 bilhões divulgado pela equipe econômica há duas semanas. Já em relação ao tipo de efeito sobre as contas públicas, a queda de receitas passou de R$ 5,3 bilhões para R$ 13,2 bilhões. O aumento de gastos federais saltou de R$ 219,3 bilhões para R$ 270,8 bilhões. Diferentemente dos números apresentados há duas semanas, o governo não detalhou o custo fiscal de cada ação. Ao todo, o governo destinou mais 6,74% do PIB para atenuar a crise provocada pelo novo coronavírus, o que elevaria os recursos mobilizados para 10,50% do PIB.
Levando em conta as medidas regulatórias tomadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central, como renegociações de linhas de crédito e a injeção de R$ 1,2 trilhão na economia, o governo movimentou mais 35,53% do PIB, totalizando 46,03% do PIB envolvidos no combate à pandemia.


