Nunes Marques dá 24 horas para a Meta apresentar dados sobre 'Exército de Lula'
Medida ocorre após assinatura de plano de conformidade pela integridade das eleições

Foto: Luiz Roberto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico com dados sobre o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado do presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT.
A determinação, assinada nesta quinta-feira (22), atende a um pedido da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que questiona o plano de conformidade assinado pela empresa com medidas adotadas para prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral.
A campanha alega que o canal, suspenso duas vezes por Nunes Marques na semana passada, está orientando apoiadores do petista a "subir" hashtags em horários determinados, reproduzir mensagens prontas e realizar buscas coordenadas no Google, como a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”.
O relatório deve conter:
• A verificação dos fatos e dos elementos técnicos apresentados;
• A existência de sincronização de atividades, replicação de mensagens e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas;
• Os padrões de engajamento, alcance, compartilhamento e eventual amplificação artificial;
• A circulação e redistribuição dos conteúdos, inclusive mensagens encaminhadas e conteúdos excluídos ou modificados;
• A existência de publicidade paga, impulsionamento e distribuição patrocinada;
• A aplicação efetiva do plano de conformidade e as providências eventualmente adotadas;
• A análise fundamentada de todos os pedidos formulados no processo.
O presidente do TSE também determinou que o Google identifique se houve amplificação coordenada dos termos e hashtags mencionados entre 18 e 20 de outubro de 2026, em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento. Segundo ele, a análise tem como objetivo "o confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado”.


