Nunes Marques suspende divulgação de pesquisa eleitoral que apontou queda de Flávio Bolsonaro
Caso será analisado pelo plenário do tribunal nesta terça-feira (9)

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), ministro Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido do Partido Liberal (PL) e determinou, nesta segunda-feira (8), a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026.
O levantamento, divulgado em maio, apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Com a decisão, o instituto fica impedido de manter os dados em seus canais oficiais.
O PL alegou que o questionário aplicado pelo instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre Flávio Bolsonaro, especialmente por incluir perguntas relacionadas ao Banco Master, ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao vazamento de supostas conversas envolvendo o senador.
Na decisão, o ministro afirmou haver indícios de possível contaminação das respostas dos entrevistados. Segundo Nunes Marques, o caso não trata apenas de uma divergência sobre metodologia, mas de uma alegação objetiva de uso do questionário como mecanismo de indução.
O partido argumentou que, das 49 perguntas aplicadas, oito tratavam diretamente do Banco Master e foram apresentadas em sequência. Para o partido, essa organização teria influenciado a percepção dos entrevistados antes da medição da intenção de voto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, com 5.032 eleitores. A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
O ministro também determinou que o Instituto AtlasIntel apresente documentação técnica complementar ao TSE para esclarecer a regularidade da metodologia utilizada, incluindo o uso de áudio no levantamento. O Ministério Público Eleitoral também deverá se manifestar no processo.
A decisão foi tomada de forma individual e deve ser levada ao plenário do TSE na sessão desta terça-feira (9), para análise dos demais ministros.


