Nuvem tóxica atinge iranianos após ataques israelenses; há risco de câncer e demais problemas de saúde
Iranianos relataram diversos sintomas similares como dores de cabeça, irritação nos olhos e na pele e dificuldade para respirar

Foto: Reprodução/Getty Images
Duas semanas após o bombardeio israelense aos depósitos de petróleo de Teerã, uma nuvem tóxica segue sobre a capital iraniana e apresenta sérios riscos à saúde dos moradores.
A fumaça dos bombardeios de 7 de março atingiram diversas instalações e cobriu a cidade com poluentes que variam de fuligem a partículas de petróleo e dióxido de enxofre. Horas depois, uma tempestade passou pela cidade e preencheu Teerã com uma chuva tóxica e carregada de petróleo.
Em entrevista ao jornal The Guardian, moradores de Teerã relataram diversos sintomas como dores de cabeça, irritação nos olhos e na pele e dificuldade para respirar. Especialistas indicam que ao longo prazo, a situação pode se agravar para doenças cardiovasculares, comprometimento cognitivo, danos ao DNA e câncer.
Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o ataque representou um risco de "contaminar alimentos, água e ar, perigos que podem ter graves impactos na saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes". Enquanto o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente pontua maior risco a crianças pequenas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira (23) um 'alerta global' para cidadãos americanos residentes fora dos Estados Unidos, especialmente no Oriente Médio.
"Grupos que apoiam o Irã podem ter como alvo outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou cidadãos americanos ao redor do mundo", informou.
Na sexta-feira (20), o Irã passou a atacar destinos e pontos turísticos que são frequentados por americano e israelenses, sem dar maiores detalhes. Segundo o porta-voz do exército, Sardar Shekarchi, os ataques ocorrem em resposta ao assassinato de funcionários do governo e de alguns comandantes do governo iraniano.


