Observatório europeu alerta que 2025 foi o terceiro ano mais quente do planeta
Especialistas avaliam que os patamares devem continuar elevados em 2026, reforçando a tendência de aquecimento acelerado

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O ano de 2025 foi o terceiro mais quente do planeta, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo observatório europeu Copernicus e pelo instituto norte-americano Berkeley Earth, que fizeram um alerta sobre 2026 continuar com patamares historicamente elevados, reforçando a tendência de aquecimento acelerado. A informação é da AFP de Paris.
De acordo com o relatório do Copernicus, a temperatura média global se mantém há três anos em níveis inéditos na história da humanidade. Entre os anos de 2023 e 2025, pela primeira vez, a média superou em mais de 1,5 °C o nível pré-industrial.
“O aumento brutal registrado entre 2023 e 2025 foi extremo e aponta para uma aceleração do aquecimento global”, alertaram os cientistas do Berkeley Earth à AFP.
Desde o ano passado, a ONU e climatologistas vêm reconhecendo que o planeta segue um caminho para o aquecimento duradouro de 1,5 °C, limite estabelecido pelo Acordo de Paris há uma década.
Para este ano, as projeções apontam a mesma trajetória. A diretora-adjunta de mudança climática do Copernicus, Samantha Burgess, avalia que “2026 será um dos cinco anos mais quentes já registrados” e que “provavelmente será comparável a 2025”.
Os climatologistas do Berkeley Earth também avalia que este ano “provavelmente será semelhante a 2025, com o cenário mais provável de se tornar o quarto ano mais quente desde 1850”.
Caso o fenômeno El Niño volte a se manifestar, “poderá transformar 2026 em um ano recorde”, disse à AFP Carlo Buontempo, diretor de mudança climática do Copernicus. "Seja em 2026, 2027 ou 2028, isso não muda muita coisa. A trajetória é muito, muito clara", acrescentou.


