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Oito anos do assassinato de Moa do Katendê: morte do capoeirista foi motivada por discussão política

O responsável pela morte foi condenado a 22 anos de prisão em 2019

Por Da Redação
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Oito anos do assassinato de Moa do Katendê: morte do capoeirista foi motivada por discussão política

Foto: Reprodução: Rede Brasil de Festival

Há oito anos, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katendê, foi morto a golpes de faca. O crime aconteceu na Avenida Vasco da Gama, na região do Dique do Tororó, em Salvador. Na época, o capoeirista tinha 63 anos.

A conclusão das investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi de que Moa foi assassinado por uma discussão político-partidária. O acusado é Paulo Sérgio Ferreira de Santana, que, em 2018, ano do crime, tinha 36 anos.

O irmão de Moa, Reginaldo Rosário da Costa, de 68 anos, relatou à BBC News Brasil que ele e o capoeirista chegaram ao Bar do João, local que frequentavam há muito tempo. Reginaldo conta que eles estavam falando sobre os resultados do primeiro turno das eleições entre Jair Bolsonaro, na época integrante do PSL, e Fernando Haddad (PT), quando o acusado entrou na conversa.

Ainda de acordo com o irmão do capoeirista, o acusado atravessou a conversa e começou a declarar apoio a Jair Bolsonaro. Após uma mini discussão, o acusado pagou a conta e foi embora. Cinco minutos depois, Paulo Sérgio retorna e, repentinamente, atinge o capoeirista com 12 facadas.

Paulo Sérgio foi condenado, em novembro de 2019, a 22 anos e 1 mês de prisão em regime fechado, em júri popular realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Moa era, além de capoeirista, dançarino, capoeirista, ogã-percusionista, artesão e educador da cultura afro-brasileira. Ele foi assassinado no dia 8 de outubro de 2018, às vésperas de fazer aniversário no dia 29 do mesmo mês.

O assassinato de Moa gerou grande repercussão na sociedade baiana na época. Várias homenagens foram realizadas no Pelourinho em memória do capoeirista.

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