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Ọlatoye Disamu destaca conexões entre Bahia e África em debate sobre cultura e idioma iorubá

Convidado falou sobre intercâmbio cultural e o interesse crescente pelo aprendizado da língua iorubá na Bahia

Por Da Redação
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Atualizado
Ọlatoye Disamu destaca conexões entre Bahia e África em debate sobre cultura e idioma iorubá

Foto: FB COMUNICAÇÃO

O espisódio do Podomblé sobre o Instituto de Saberes Casa da África recebeu Ọlatoye Disamu para uma conversa sobre identidade cultural, ancestralidade e a relação histórica entre a Bahia e os povos africanos de tradição iorubá. Durante a conversa, o convidado ressaltou a importância da preservação da cultura iorubá e comentou o crescimento do interesse pela língua na Bahia.

Ao abordar sua relação com o português, Ọlatoye explicou que o incentivo para aprender o idioma surgiu ainda no ambiente familiar, diante da forte ligação histórica entre Nigéria e Brasil.

“Meu pai, ele é sacerdote, e ele estava convencido que quando ele tem um filho, que vai assumir o poder dele, eu quero que ele aprenda alguns idiomas fora da Nigéria. Principalmente o português, porque a gente tem uma história muito forte no Brasil”, afirmou.

O convidado também comentou os desafios de aprender uma língua diferente do inglês nigeriano e do iorubá. “Para aprender português é um grande desafio, porque não tem nada a ver com inglês e iorubá. Mas com interesse, dedicação, a gente, na palavra de povo baiano, "vamos jogar duro”, disse.

Durante o encontro, Ọlatoye destacou a dimensão da língua iorubá e a presença cultural da tradição na Bahia. Segundo ele, mais de 30 milhões de pessoas falam o idioma, que também possui forte influência nas manifestações culturais e religiosas brasileiras.

Ele ainda criticou a forma como o continente africano costuma ser retratado internacionalmente. “A gente fala no jornal, porque jornal, a gente sabe que ele coloca a África tipo um lugar que não tem nada, só tem pobreza”, declarou.

Ao comentar iniciativas acadêmicas ligadas ao tema, o convidado citou parcerias com universidades baianas e pesquisas voltadas ao estudo da língua e da cultura africana. “Tem pesquisa, o povo quer falar iorubá”, concluiu.

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