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ONU reconhece escravização de pessoas africanas como maior crime contra humanidade

Resolução recebeu 123 votos favoráveis, entre eles, o do Brasil

Por Da Redação, Agência Brasil
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ONU reconhece escravização de pessoas africanas como maior crime contra humanidade

Foto: ONU/Divulgação

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução em que reconhece o tráfico transatlântico de pessoas africanas escravizadas como o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A reunião para a tomada da decisão aconteceu nesta quarta-feira (25), e a proposta foi apresentada pelo presidente de Gana, John Mahana.

O texto foi aprovado pela maioria dos países, com exceção dos Estados Unidos, Israel e Argentina. Ele estabelece que os Estados-Membros da ONU devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravizados e também contribuir para um fundo destinado à reparação. Também houve 52 abstenções na votação, sendo a maior parte vinda de países europeus como Portugal, Espanha, Reino Unido e França. Outros países, como Japão, Canadá e Austrália, também se abstiveram.

Em contrapartida, países do Brics votaram em peso a favor da resolução, como China, Índia, Rússia e África do Sul, além de outras nações americanas, asiáticas e africanas, o que permitiu a soma de 123 votos.

Na ocasião, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, defendeu o enfrentamento dos legados duradouros da escravidão, como a desigualdade e o racismo: “Precisamos remover as barreiras persistentes que impedem tantas pessoas de ascendência africana de exercer seus direitos e realizar seu potencial”, disse.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, defendeu que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral. “O tráfico de escravizados e a escravidão figuram entre as mais graves violações de direitos humanos na história da humanidade, uma afronta aos próprios princípios consagrados na Carta da Organização das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, em parte, nasceram dessas injustiças do passado”, afirmou.

Veja o placar da votação:

Foto: ONU/X

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