Operador de teleprompter da Casa Branca é demitido suspeito de ganhar US$ 100 mil em apostas sobre conteúdos de discursos de Trump
Caso havia sido revelado inicialmente por jornal americano

Foto: Molly Riley / The White House
O operador de teleprompter da Casa Branca, Gabriel Perez, foi demitido após ser acusado de ganhar US$ 100 mil em apostas sobre conteúdos de discursos do presidente americano, Donald Trump. O valor equivale a R$ 513 mil.
O funcionário foi colocado em licença remunerada no início deste mês, após uma reportagem do jornal americano ABC News afirmar que ele utilizava informações privilegiadas para ganhar apostas na plataforma Kalshi.
Segundo a reportagem, Perez sabia de forma antecipada do conteúdo dos discursos de Trump e apostava que ele utilizaria palavras e expressões específicas. Na época, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as denúncias eram "profundamente lamentáveis e, francamente, uma vergonha".
Após a publicação da reportagem, o chefe de fiscalização da plataforma de apostas, Robert Denault, afirmou que a equipe de monitoramento da Kalshi identificou as apostas e o reportou à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC). O órgão regula o mercado de apostas no país.
No documento encaminhado, o nome de Perez não foi mencionado. As apostas eram feitas em um mercado da plataforma em que apostadores tentam prever palavras e expressões que serão utilizadas em discursos públicos, chamado "Mentions".
Recentemente, a Kalshi passou a solicitar que usuários informem onde trabalham, e a proibir apostas baseadas em informações obtidas por meio de atividade profissional.
Em setembro de 2025, Trump afirmou que o teleprompter da Casa Branca foi alvo de sabotagem, após o texto que ele falaria apresentar falhas. Segundo o presidente americano, ele precisou improvisar trechos. O caso aconteceu durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
Em publicação na sua rede social, a Truth Social, o gestor disse que o problema era uma "tripla sabotagem" durante sua participação da ONU. Na ocasião, ele afirmou que havia pedido uma investigação e que o Serviço Secreto foi acionado para apurar o ocorrido.
Posteriormente, a ONU informou que o teleprompter não era operado pela organização, e que era de responsabilidade da equipe da Casa Branca.


