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Oposição intensifica críticas a Alexandre de Moraes e anuncia novo pedido de impeachment

Governador Romeu Zema afirma que apresentará solicitação de impeachment ao Senado

Por Da Redação
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Oposição intensifica críticas a Alexandre de Moraes e anuncia novo pedido de impeachment

Foto: Divulgação/Banco Master | Bruno Peres/Agência Brasil

A divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu críticas de integrantes da oposição ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), anunciou que pretende protocolar nesta segunda-feira (9) um novo pedido de impeachment contra o magistrado.

Segundo Zema, a iniciativa ocorre após a revelação de supostas trocas de mensagens entre Moraes e o banqueiro no dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

“O ministro Alexandre de Moraes não tem condição de permanecer no cargo depois da revelação de que trocou mensagens com Daniel Vorcaro no dia da prisão do banqueiro. É inaceitável. Juízes do Supremo devem estar acima de qualquer suspeita, submetidos à lei e à transparência, como todos os cidadãos. O Brasil precisa acabar com a farra dos intocáveis”, disse Zema.

O novo requerimento se soma a outros 45 pedidos de impeachment contra ministros do STF que aguardam análise no Senado. Moraes é o integrante da Corte com o maior número de solicitações desse tipo.

Para que o processo avance, cabe ao presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se aceita ou arquiva o pedido. Caso seja admitido, é formada uma comissão especial para avaliar a denúncia.

A repercussão do caso também motivou iniciativas no Congresso Nacional. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, apresentou um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para investigar condutas dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli relacionadas ao chamado Caso Master.

“Sem condenações prévias e com responsabilidade, é preciso garantir que todos estão sujeitos à mesma lei. Só assim o Brasil será uma república democrática real. Agora, começa a coleta de assinaturas”, revelou o parlamentar na sexta-feira (6).

Para que a CPI seja instalada, é necessário o apoio de ao menos um terço dos senadores, o equivalente a 27 assinaturas. Após isso, a criação da comissão depende de decisão da presidência do Senado.

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