Oposição tenta adiar votação da PEC que acaba com escala 6x1 para depois das eleições
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho chamou discussão da proposta neste momento de “oportunista” e “eleitoreira”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A oposição no Congresso Nacional tenta adiar para depois do segundo turno das eleições a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Senadores do grupo se reuniram nesta quarta-feira (7) e decidiram pedir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que a análise da matéria ocorra somente após as eleições.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi escolhida para tratar do pedido com Alcolumbre. O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que a tramitação siga o regimento da Casa.
“Nós achamos que a discussão agora é oportunista. Nós não nos negamos a discutir a jornada, mas agora claramente o Lula está desesperado para encontrar alguma forma de se reconectar com o eleitorado”, afirmou Marinho.
A PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno. Três dessas sessões estão previstas para esta semana. Alcolumbre sinalizou que a primeira votação pode ocorrer na próxima semana.
Depois do primeiro turno, ainda há um período de interstício e outras três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. Seguindo o calendário regimental, essa segunda votação poderia ocorrer somente depois de 25 de outubro, data do segundo turno das eleições.
Jornada flexível
Marinho também voltou a defender uma alternativa à redução da jornada: a possibilidade de o trabalhador negociar diretamente com o empregador os dias e horários de trabalho. O senador criticou ainda o foco da discussão no fim da escala 6x1 e afirmou que temas como produtividade, tecnologia, qualificação profissional e educação também deveriam ser debatidos.
“A gente tá aqui monotematicamente falando de um único tema, que tem muito a ver com uma aventura, com oportunismo, com uma certa conveniência do que com a realidade do objetivo das pessoas”, declarou.


