Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama exige atenção à saúde das peles negras e mestiças!

Aos detalhes...

Por Michel Telles
Às

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama exige atenção à saúde das peles negras e mestiças!

Foto: Divulgação

O Outubro Rosa reforça a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também se consolida como um momento crucial para debater os impactos das terapias oncológicas na pele — sobretudo em mulheres negras e mestiças.

A integridade da pele negra não representa um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama. No entanto, suas particularidades fisiológicas e de pigmentação fazem com que os processos inflamatórios decorrentes de radioterapia, quimioterapia e intervenções cirúrgicas resultem em alterações mais evidentes e duradouras.

Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no Brasil.

Entre as reações cutâneas mais frequentes durante a radioterapia estão eritema (vermelhidão), ressecamento, descamação, prurido, hipersensibilidade e variações na tonalidade do tecido. Levantamentos clínicos indicam que reações inflamatórias na pele são recorrentes em pacientes submetidas ao tratamento radioterápico.

Em fototipos altos, processos inflamatórios frequentemente desencadeiam a hiperpigmentação pós-inflamatória, manifestada pelo escurecimento persistente da região afetada mesmo após a recuperação tecidual. Pesquisas internacionais apontam que ainda existem lacunas expressivas na literatura sobre a prevalência e a intensidade dessas manifestações especificamente em mulheres negras.

“Durante a jornada oncológica, a saúde da pele precisa ser acompanhada continuamente. A resposta inflamatória pode gerar alterações na pigmentação que persistem por anos, um cenário comum em peles negras e mestiças”, explica a médica *Danìelà Hermes (CRM-BA 50111)* , pós-graduada em Saúde Pública e profissional com duas décadas de atuação dedicadas à saúde das peles plurais.

Segundo a médica, o acompanhamento deve ser iniciado, idealmente, de forma preventiva, antes do surgimento das lesões.

“O plano terapêutico precisa ser individualizado e alinhado à equipe responsável pelo tratamento do câncer. Medidas como a hidratação profunda da barreira cutânea, a higienização suave e a observação constante são fundamentais, mas a introdução de qualquer ativo ou produto deve passar por validação médica prévia”, orienta Danìelà Hermes.

Na Clidany, a médica atende e orienta pacientes com foco nas necessidades e particularidades das peles negras e plurais.

Sinais como vermelhidão intensa, dor, coceira persistente, descamação acentuada, feridas, bolhas ou secreções devem ser prontamente reportados à equipe multidisciplinar de saúde.

Procedimentos voltados para o tratamento de manchas, cicatrizes ou alterações na textura da pele exigem avaliação criteriosa e, durante a vigência do tratamento radioterápico ou na presença de lesões ativas, só devem ser realizados mediante autorização expressa dos médicos assistentes.

Neste Outubro Rosa, a mensagem central é que a assistência médica não deve se restringir ao combate ao tumor. Preservar a saúde tecidual e o conforto físico e emocional também faz parte da atenção integral à mulher em tratamento oncológico.

A identificação precoce das alterações na pele e o acompanhamento médico são determinantes para preservar a funcionalidade do tecido, o bem-estar e a qualidade de vida durante e após o período terapêutico.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.