Pacientes valorizam os médicos apesar do avanço da robótica

Neste domingo (18), é lembrado o Dia do Médico

[Pacientes valorizam os médicos apesar do avanço da robótica]

FOTO: Agência Brasil

Apesar do avanço da tecnologia, a cirurgia robótica não ganhou total reconhecimento a ponto de anular a participação do médicos que atuam por trás das máquinas. No Dia dos Médicos, lembrado neste domingo (18), o reconhecimento e a gratidão dos pacientes são voltados para profissionais e não para máquinas. “Sou grato aos meus médicos e desejo a eles tudo de melhor porque são como anjos que ajudam a prolongar nossa vida na terra”, declarou o representante comercial Evaldo Lima da Silveira, 57.

Há cerca de um ano, ele passou por uma cistectomia radical (retirada total da bexiga) com o auxílio do robô, em Salvador, mas não tem dúvida de que os responsáveis pelo sucesso do procedimento foram os urologistas André Costa Matos, integrante do RB, e Rafael Coelho (este último veio de São Paulo para colaborar com o procedimento por ser um dos pioneiros da cirurgia robótica brasileira).

A primeira cirurgia robótica da história foi realizada em  Paris, na França, em 1998, por um robô-cirurgião. Naquela época, o os médicos Alain Carpentier e Didier Loulmet estavam por trás da tecnologia. No Brasil, a primeira cirurgia assistida por um robô foi realizada em 2008 na cidade de São Paulo e conduzida por uma equipe chefiada pelo médico Marcel Autran Machado. Até o momento, a Bahia já realizou cerca de 550 cirurgias robóticas desde que a plataforma robótica chegou ao estado no ano passado, por meio da instrumentalidade de médicos qualificados e certificados.

Bahia

No estado, os cirurgiões do Robótica Bahia (RB) - Assistência Multidisciplinar em Cirurgia, grupo formado por experientes profissionais de diferentes especialidades lançado no início deste mês com a missão de difundir a cirurgia robótica no estado, são os responsáveis pelas cirurgia robótica. 

Profissionais

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Paulo Amaral, a máquina não substitui o médico. “Um tolo com uma ferramenta ainda é um tolo. Não há dúvida de que a qualidade e a experiência do cirurgião é que fazem a diferença. O resultado de uma cirurgia depende 100% do cérebro humano. A especialização cirúrgica continua fundamental”, declarou o especialista. 

Apesar dos grandes e acelerados avanços da robótica, da telemedicina e da inteligência artificial, alguns representantes da comunidade médica temem que as máquinas possam substituir suas funções e superem suas habilidades, mas os médicos do Robótica Bahia não têm dúvidas de que a saúde sempre vai precisar de humanos. “Precisaremos nos preparar sempre para trabalhar com tecnologias cada vez mais avançadas, é fato. Mas estabelecer um diagnóstico e tratar um paciente são processos não lineares, que requerem habilidades de criatividade e resolução de problemas que algoritmos e robôs nunca terão”, disse o urologista Breno Dauster. 


Comentários