Pagamento do 13º salário deve injetar quase R$ 250 bilhões na economia brasileira em 2022
Valor representa aproximadamente 2,6% do PIB, segundo o DIEESE

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Até dezembro deste ano, o pagamento do 13º salário poderá injetar na economia brasileira cerca de R$ 249,8 bilhões, de acordo com estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
O montante representa aproximadamente 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos com registro de carteira; beneficiários da Previdência Social e aposentados.
Dos cerca de 85,5 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 52 milhões, ou 61% do total, são trabalhadores do mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,4 milhão de pessoas, equivalendo a 0,9% do conjunto de beneficiários. Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 32 milhões, ou 20,3% do total.
Para o cálculo do pagamento do 13º salário em 2022, foram reunidos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
É importante destacar que não entram no cálculo os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores em outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim do ano.


