Pai do noivo de Marina Ruy Barbosa tenta tirar filho do comando da Marabraz
Empresa apresentou pedido de recuperação judicial na segunda-feira (17); com uma divida estimada em R$140 milhões

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Dentre os motivos que levara a rede varejista Marabraz a pedir recuperação judicial está uma briga familiar entre os herdeiros. Em documento apresentado à Justiça, os controladores afirmam ter encontrado dificuldades para conseguir crédito após perderem acesso a uma holding criada para administrar os imóveis da família. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (21) pelo portal Metrópoles.
A empresa acumula uma dívida estimada em R$ 140 milhões.
A briga entre a família Nasser rendeu um processo judicial, no qual o anel de noivado dado por Abdul Fares a atriz Marina Ruy Barbosa foi usado para afirmar que os netos do fundador da Marabraz faziam "“retiradas anuais milionárias” para “sustentar um padrão de vida de luxo extremo”. A é avaliada em cerca de US$ 1 milhão – aproximadamente R$ 6 milhões.
A ação judicial pedia a retirada de Abdul e outros netos do fundador do comando da holding que controla os imóveis da família, a LP Administradora de Bens. O conflito familiar teria iniciado em 2011 quando os filhos do fundador transferiram as participações que detinham nessa holding para seus descendentes, dentre eles o noivo da atriz.
Os irmãos Nasser e James Fares são atualmente os controladores da varejista e filhos do fundador. No processo eles alegam que as cotas foram transferidas para os descendentes como um "operação simulada" e que tinha o objetivo de blindar o patrimônio da família.
Porém os herdeiros afirmam que a transferência ocorreu de forma legítima e que a ação para anular foi motivada por desavenças familiares. Em setembro de 2025, decisão judicial manteve os netos no controle da LP por entender que os filhos não poderiam pedir a nulidade do negócio e que teria se tratado de uma manobra maliciosa para despistar credores.
Os administradores da LP, os netos do fundador da Marabraz, dizem que a holding e os imóveis controlados não possuem relação com as operações da varejista.


