Pais confessam ter matado recém-nascido no RJ: 'Não queríamos a criança'
Bebê foi encontrado morto no último sábado (25), na casa da mãe

Foto: Reprodução/Redes sociais
O casal suspeito de ter matado o próprio filho recém-nascido confessou o crime. Presos no último sábado (25), Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29, falaram, em depoimento à polícia, que não queriam ter o bebê.
A criança nasceu na casa da avó de Larissa, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ). “Eu escutei ela chorando e pedi que o Bruno retirasse a criança do local. Ele ficou perdido, não sabia o que fazer", contou a mulher. "Ele disse que tinha que resolver isso e que era pra gente ir pro hospital. Aí eu falei: ‘Tá bom, mas eu não quero a criança’. Aí ele falou: ‘Então eu também não quero'”, complementou.
Segundo Larissa, uma camisa do homem foi usada por eles para sufocar o bebê. "Eu tentei apertar o pescoço, mas mesmo assim ele ainda continuava chorando, respirando, com o coração batendo", relembrou ela.
A suspeita diz ainda ter passado mal em seguida e deixado a criança com Bruno. De acordo com o relato da mulher, ela passou um tempo desacordada e ao rever o companheiro, pediu que ele enterrasse o filho morto — o que afirma não saber se aconteceu de fato.
Em seu depoimento, o suspeito confirmou ter cedido uma camisa para que a mulher sufocasse o recém-nascido e acrescentou que ela também pressionou o peito do bebê. Segundo ele, a jovem apertou o pescoço e 'tampou' o rosto da criança com a camisa.
Bruno, aliás, contou que Larissa, no momento do suposto homicídio, comentou que o filho do casal era 'muito forte' — fala cuja autoria foi atribuída por ela ao companheiro. Questionado pela polícia sobre sua reação a toda a cena descrita, o homem respondeu que apenas 'ficou em choque'.
Descoberta do crime
O crime veio à tona depois do mal-estar alegado por Larissa, que a levou ao hospital. Lá, a equipe médica percebeu que ela tinha passado por um parto recente e perguntou onde o bebê estava. Foi quando a mulher revelou que a criança estava morta, no quintal da casa da avó dela.
Na sequência, os familiares de Larissa, que nem sequer sabiam da gestação, buscaram o corpo do bebê e o levaram para o hospital. O casal foi preso no bairro de Jardim Primavera e autuado em flagrante por homicídio qualificado.
Prisões convertidas em preventivas
Na última terça-feira (28), a Justiça converteu em preventivas as prisões de Larissa e Bruno. Na decisão, foi negado o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da mulher. Conforme a decisão, não havia documentação médica o suficiente para demonstrar a impossibilidade de ela receber o tratamento necessário dentro da prisão.


