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Pandemia vai desviar trajetória do PIB do Brasil em 11 pontos percentuais, diz OMC

América do Sul deve sofrer em relação às contrações

Por Da Redação
Às

Pandemia vai desviar trajetória do PIB do Brasil em 11 pontos percentuais, diz OMC

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Segundo informações da Organização Mundial do Comércio (OMC), a pandemia causada pelo novo coronavírus vai desviar a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em até 11,6 pontos percentuais em 2020, uma das maiores quedas dentre as grandes economias do mundo. No melhor dos cenários, o desvio na trajetória do crescimento do país seria de 4,5 pontos percentuais.

Os dados fazem parte do informe da entidade que alerta que o colapso nos mercados será um dos maiores em gerações. A projeção é de que a contração chegue a 32% dos fluxos no mundo. No Brasil, a estimativa aponta para uma queda de 20,2% no pior dos cenários. Caso haja uma retomada rápida da economia mundial, a queda seria ainda assim de 8%.

De acordo com a OMC, o PIB da América do Sul deve ser o que mais vai sentir no recuo em relação às contrações. Segundo o órgão, o comércio deve sofrer uma queda que pode variar entre 12,9% e 31,3% em exportações. A região ainda seria o local mais afetado pela queda de importações, com uma contração que poderia chegar a 43%.

As estimativas da recuperação esperada em 2021 são igualmente incertas, dependendo os resultados em grande medida da duração do surto e da eficácia das respostas políticas. Mas, se houver uma forte cooperação internacional, a retomada poderia ser relativamente rápida.

Brasil estagnado em ranking

Os dados também revelam que o Brasil, apesar de uma política de abertura comercial, continua patinando no mercado internacional. No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o país ficou estagnado no ranking da OMC, com vendas de US$ 223 milhões.

Mas a situação mudou de forma radical em 2019. De acordo com a entidade, a queda no comércio em valores foi de 7%. No ranking divulgado nesta quarta-feira (8), o Brasil foi superado pelo Vietnã, além de Malásia, Arábia Saudita e outras economias.

Em termos de participação no mercado internacional, o Brasil manteve uma fatia de 1,2%, a mesma taxa estagnada desde 2016.

 

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