Parcela de brasileiros que vê piora na economia cai de 48% para 43%, aponta Quaest
No entanto, alta dos alimentos e perda de poder de compra ainda preocupam a população

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A parcela de brasileiros que avalia que a economia piorou caiu de 48% para 43% entre março e julho, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). Apesar da redução de cinco pontos percentuais, essa ainda é a percepção predominante no país.
Já 20% dos entrevistados afirmam que a economia melhorou nos últimos 12 meses, enquanto 33% dizem que a situação permaneceu praticamente igual. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.
Alta dos alimentos e poder de compra
Apesar da melhora na percepção sobre a economia, os preços dos alimentos continuam pressionando o orçamento das famílias.
Para 66% dos entrevistados, os preços nos supermercados aumentaram no último mês. Outros 23% disseram que os valores permaneceram estáveis, enquanto apenas 9% perceberam queda.
Esse cenário também se reflete no poder de compra dos brasileiros. Segundo o levantamento, 68% afirmam que conseguem comprar menos hoje do que há um ano, percentual praticamente estável em relação à rodada anterior.
Outros 21% disseram que o poder de compra permaneceu igual e apenas 10% relataram aumento.
Medidas do governo Lula
A pesquisa também avaliou o alcance de duas das principais iniciativas econômicas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês e o programa Desenrola.
Em relação à isenção do IR, 65% dos entrevistados disseram não ter sido beneficiados pela medida, enquanto 32% afirmaram ter sentido algum efeito positivo. Para 39%, a mudança não teve impacto na renda; 35% relataram efeito limitado e 24% disseram ter percebido impacto significativo.
Já o Desenrola é conhecido por 66% dos entrevistados, enquanto 34% afirmaram desconhecer o programa. Entre os que o conhecem, 55% avaliam a iniciativa como uma boa ideia, 20% consideram que ela ajuda parcialmente e 21% têm uma avaliação negativa.


