Parte do governo defende indicação de uma mulher negra ao STF; procuradora baiana está entre os nomes especulados
Movimentação promoveria o debate da representatividade no Supremo

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Uma ala do governo começou a defender que o presidente Lula (PT) indique uma mulher negra para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após rejeição de Jorge Messias. A iniciativa buscaria aumentar a pressão sobre o Senado, especialmente sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). As informações são da jornalista Julliana Lopes, da CNN Brasil.
Nos bastidores, é avaliado que a indicação promoveria o debate sobre a representatividade na Corte, num patamar político mais sensível. Uma possível resistência à indicação teria um custo mais elevado.
Nesta quinta (30), a deputada Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que a rejeição de Messias abre espaço para que o debate sobre a indicação de uma mulher à Corte seja recolocado: "Essa é uma oportunidade pra gente fazer esse debate, essa discussão".
A pressão existe, mesmo com sinais de que Lula possa ter a intenção de deixar a decisão para depois das eleições, que acontecem em outubro. Alcolumbre também sinaliza que a análise de outro nome deve ser feita posteriormente, evitando tensões antes do pleito.
Entre os possíveis nomes, está a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da Advocacia-Geral da União (AGU).
Manuellita é baiana e integra a AGU desde 2007. Com atuações no Direito Constitucional, já exerceu também funções técnicas no próprio STF. O nome da procuradora já havia sido levantado em outros momentos, em debates sobre a diversidade no Supremo.
A leitura para a ala política da presidência é que alguém com maior aceitação social poderia reduzir uma possível resistência dos senadores.
Não é a primeira vez que a indicação de uma mulher negra é especulada. Após abertura da vaga, houve um movimento nas redes sociais para que Lula indicasse uma mulher negra para o Supremo, em que artistas e figuras públicas participaram.
A vaga no STF foi aberta após aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Em novembro de 2025, o ex-ministro demonstrou apoio à ideia da indicação de uma mulher à Corte, afirmando que existem "muitas mulheres capazes".


