Patrimônio de Jerônimo salta de R$ 515,2 mil para R$ 1,3 milhão nos últimos quatro anos; confira valores de Wagner e Rui Costa
Levantamento considera últimas declarações feitas ao TSE

Foto: Paula Fróes/Ascom Jaques Wagner
Em oito anos, o patrimônio do senador Jaques Wagner (PT) aumentou 630,7%. Nas últimas eleições que disputou, em 2018, ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter R$ 3,3 milhões em bens. Agora em 2026, quando é candidato à reeleição, o valor informado saltou para R$ 24,5 milhões. Na mesma chapa, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) apresentou um crescimento de 162,2% desde 2022, quando foi eleito para o Palácio de Ondina.
O saldo de patrimônio de Wagner é puxado por um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de um imóvel ao Esporte Clube Bahia SAF e à Lagoons Empreendimentos SPE Ltda., empresa que dá nome ao condomínio residencial de alto padrão que será integrado com o novo centro de treinamento do tricolor. O segundo bem mais valioso do senador é uma aplicação de renda fixa de R$ 3,5 milhões.
Wagner foi alvo da nona fase da Compliance Zero, deflagrada pela em 18 de junho. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra o parlamentar, acusado de receber propina do Master ao ganhar do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no banco, um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
Jerônimo Rodrigues, por sua vez, saiu de R$ 515,2 mil para R$ 1,3 milhão de patrimônio. As principais fontes de aumento foram uma aplicação de renda e um título de crédito de R$ 450 mil, cada.
Segundo candidato ao Senado Federal da chapa majoritária do PT na Bahia, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa declarou R$ 674,3 mil em 2018, quando foi reeleito govenador do estado. Oito anos depois, em 2026, ele afirma ter R$ 1,2 milhão em bens. Quase 100% (98,8%) desse valor dizem respeito a 50% de um apartamento de quatro quartos na avenida Princesa Isabel, no bairro da Barra, em Salvador.
Patrimônio de João Roma cresce de R$ 5,5 milhões para R$ 22,1 milhões e de ACM Neto de R$ 41,7 milhões para R$ 84,8 milhões
Na última quinta-feira (30), o Farol da Bahia já tinha levantado as declarações de bens da chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), candidato ao governo do estado. Entre 2022 e 2026, os patrimônios de João Roma (PL) e Neto, respectivamente, quadruplicaram e dobraram.
De acordo com as declarações feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o valor total em bens do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia saltou 103,4%: de R$ 41,7 milhões, em 2022, para R$ 84,8 milhões, em 2026. O do ex-ministro, por sua vez, cresceu 297,6%: de 5,5 milhões, naquele ano, para 22,1 milhões, neste ano.
Ambos os levantamentos consideram apenas os valores nominais declarados ao TSE, ou seja, sem a inflação no período.


