PF apreende mais de R$ 200 mil em sacolas de lixo de servidor do INSS
investigação aponta esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS

Foto: Reprodução/PF
A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 287 mil em espécie durante nova fase da Operação Sem Desconto, que foi deflagrada nesta quarta-feira (27). A quantia estava escondida dentro de sacos de lixo na casa de um servidor do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Pernambuco.
O dinheiro foi localizado por agentes em sacolas no interior de uma mala. A operação conduzida pelas forças de segurança apreenderam dois veículos de luxo.
A PF e a Controladoria Geral da União (CGU) cumpriram nesta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os suspeitos vivem no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Paraíba.
A investigação aponta para um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, viabilizado por entidades associativas. Os desvios foram registrados entre 2019 e 2024, com prejuízo calculado em R$ 6,3 bilhões.
Operação da PF
Informações do blog de Camila Bomfim, no portal G1 apontam que a fase da operação investiga a atuação de três núcleos regionais que estão envolvidos nas fraudes, com alvos espalhados em variadas regiões.
A ação policial visa investigar crimes contra a administração pública, a exemplo da constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Forças de segurança cumpriram 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, a exemplo de bloqueio de bens para assegurar o pagamento das dívidas.
Dentre os alvos notados, estão associações e os dirigentes. Em Garanhuns, localizado em Pernambuco, a investigação é focada em servidores e ex-servidores do INSS.
As suspeitas envolvendo descontos ilegais foram divulgadas no dia 23 de abril, depois da primeira fase da operação da Polícia Federal. Segundo informado pelas investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, sendo descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem que eles permitissem a autorização.


