PF cumpre mandados judiciais na Bahia e Ceará contra fraudes em importação no Aeroporto de Fortaleza
Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e outros 15 de busca e apreensão

Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira (25), três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e em Salvador, capital baiana, contra uma organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
O cumprimento dos mandados ocorre diante da Operação Snooker 2, autorizada pela Justiça Federal. A ação policial conta com o apoio da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal (MPF).
Além do cumprimento dos mandados, também foram determinadas providências patrimoniais contra o grupo, como a indisponibilidade de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, o bloqueio de um veículo de luxo e o afastamento complementar do sigilo de dados bancários. As ações têm o intuito de dificultar a atuação da organização criminosa.
As investigações ainda apontam que o grupo criminoso possuía divisão de tarefas e teria utilizado mecanismos sofisticados para possibilitar a execução de fraudes em operações de importação e movimentações financeiras.
A ação lançada nesta terça-feira (25) é uma continuação da Operação Snooker, realizada em setembro de 2025. As investigações evidenciaram a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas, aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados e preservar a instrução criminal.
As buscas também tem o intuito de reunir evidências relacionadas à atuação de profissionais vinculados ao setor de importação que operam no Aeroporto Internacional de Fortaleza e elucidar movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar e mascarar recursos de origem ilícita.
Conforme divulgado pela PF, os alvos da operação podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.



