PF pediu afastamento e busca contra Bruno Reis, mas Nunes Marques negou pedido
Gestor municipal morava em um apartamento de Samuel Franco, que tem vínculo com "Rei do Lixo"

Foto: Paulo Neto/Farol da Bahia
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) teve o nome ligado a pedidos de medidas feito pela Polícia Federal no desdobramento da Operação Overclean. No ano passado, a Polícia Federal pediu o afastamento do cargo e uma busca e apreensão, de acordo com apuração do portal UOL, mas por considerar que não existiam elementos suficientes para o afastamento do prefeito, o ministro Nunes Marques negou o pedido das autoridades.
De acordo com o UOL, em 2025, Bruno morava em um apartamento de Samuel Franco, também conhecido como "Samuca", que é um empresário com vínculo com Marcos Moura, o "Rei do Lixo". O Metrópoles informou que "Samuca" bancou o imóvel no condomínio Bay View, em Salvador.
Há alguns dias, a décima fase da Overclean cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados. A investigação apura eventuais suspeitas de fraudes em contratos públicos, incluindo na área de educação em Belo Horizonte.
Sobre o possível pedido de afastamento de Bruno Reis, além de busca e apreensão, o gestor municipal ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.
PF também pediu busca contra Neto
Em outra ocasião, a Polícia Federal já havia solicitado um mandado de busca e apreensão contra o candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União), mas na ocasião o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, também negou a medida.
Neto é investigado em uma frente da Operação Overclean que apura suspeitas de direcionamento de licitações e fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.
Em justificativa contra a medida da PF, Neto disse não ter relação com os fatos apurados pelas autoridades e atribuiu a divulgação do caso a uma tentativa de interferir nas eleições.
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