PF aponta ACM Neto como investigado em frente da Operação Overclean

Investigação apura contratos de mais de R$ 80 milhões na Educação de Belo Horizonte; candidato nega irregularidades

Por Da Redação
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PF aponta ACM Neto como investigado em frente da Operação Overclean

Foto: Reprodução / Band

A Polícia Federal aponta o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), como investigado em uma frente da Operação Overclean que apura suspeitas de direcionamento de licitações e fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. As informações são do portal CNN Brasil.

Segundo a investigação, ACM Neto teria indicado Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Salvador, para comandar a pasta em Belo Horizonte. A PF apura se, durante a gestão de Barral, empresários investigados foram beneficiados em contratações públicas.

A Secretaria de Educação de Belo Horizonte firmou ao menos três contratos com empresas ligadas ao empresário Alex Parente, por intermédio de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Os contratos somam cerca de R$ 80 milhões. Outros processos também são analisados pela PF.

A investigação cita ainda centenas de contatos entre ACM Neto e Marcos Moura. Segundo informações divulgadas pelo UOL, entre os registros há comunicações em período no qual o empresário estaria envolvido na movimentação de R$ 5 milhões em espécie. A PF apura se os contatos têm relação com os contratos investigados.


Pedido de busca

A Polícia Federal pediu autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto, mas o pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo reportagens do UOL e da Folha de S.Paulo, a decisão contrariou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se posicionado favoravelmente às diligências.

Nunes Marques autorizou a 10ª fase da Overclean, mas retirou ACM Neto do alcance dos mandados. Conforme as informações divulgadas sobre a decisão, o ministro considerou insuficientes os fundamentos apresentados para autorizar a busca contra o candidato.

A decisão permanece sob sigilo. O gabinete do ministro foi procurado pela CNN Brasil, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.


ACM Neto nega

ACM Neto negou envolvimento nas suspeitas e afirmou que a divulgação das informações teria motivação eleitoral.

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas”, declarou.

O candidato também afirmou que a proximidade do primeiro turno reforçaria, em sua avaliação, uma tentativa de influenciar a disputa na Bahia.

Sobre a negativa do pedido de busca, Neto disse que a decisão demonstraria a “completa e total inconsistência” das suspeitas.


10ª fase da Overclean

A Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean na quinta-feira (17). Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

Entre os alvos estão Bruno Barral, Marcos Moura e Alex Parente. A PF investiga possíveis crimes contra a Administração Pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação original foi deflagrada em dezembro de 2024 e passou a investigar suspeitas relacionadas a licitações, contratos públicos, emendas parlamentares e recursos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Barral foi secretário de Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto e posteriormente assumiu a mesma função em Belo Horizonte.

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