PL entra com ação contra Lula por desfile de escola de samba; PT rebate alegando crime de Flávio
Partido alega abuso de poder político por parte do presidente

Foto: Marcelo Camargo, Lula Marques / Agência Brasil
O Partido Liberal (PL), protocolou um pedido de produção antecipada de provas contra o presidente Lula (PT), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusando-o de abuso de poder político e econômico pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente durante desfile no Carnaval deste ano.
O partido afirma que o desfile da escola se tornou um "ato político-eleitoral" em ano de eleição presidencial, com fundos majoritariamente públicos, com intervenção direta do Palácio do Planalto. No texto, o PL afirma que o desfile deixou de ser uma manifestação cultural e virou uma "peça de marketing político-biográfico".
A Federação Brasil da Esperança, do Partido dos Trabalhadores, Partido Verde, e PCdoB, apresentou uma ação um dia depois do pedido do PL, alegando que o senador Flávio Bolsonaro teria feito propaganda eleitoral negativa antecipada contra o presidente, solicitando remoção de conteúdos divulgados em redes sociais.
Segundo a ação, Flávio teria publicado um vídeo com imagens geradas por inteligência artificial, mostrando Lula e a primeira-dama, Janja, vestindo roupas de presidiários numa cadeia, com uma legenda dizendo "Bloco do Luladrão".
No conteúdo, também há uma paródia de um samba-enredo, com acusações a Lula e a integrantes do governo, mencionando fake news divulgadas anteriormente, como a da taxação do Pix. As imagens, geradas por IA, também incluem os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Além de Flávio, o vídeo também foi publicado pela deputada Bia Kicis e pelos senadores Marcos Rogério e Rogério Marinho, todos do PL.
Os partidos da Federação Brasil da Esperança afirmam que a divulgação do vídeo busca prejudicar a imagem de Lula e configura uma tentativa de influenciar o cenário político antecipadamente. A representação cita uma resolução do TSE que prevê que "não será tolerada propaganda que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa".


