Planalto considera que críticas a Lula no Carnaval tem tido impulsionamento pago, afirma coluna
Planalto ainda visa acionar a Justiça Eleitoral e pedir a investigação

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, afirma ter identificado, por "oportunismo eleitoral", impulsionamento pago de postagens com críticas ao Governo Federal e informações enviesadas relacionadas a atuação do Planalto no desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pela coluna de Daniela Lima, do UOL.
"A Presidência não fez pesquisa sobre o desfile, o governo não interfere no trabalho de criação dos enredos de nenhuma escola de samba. Há, sim, intenção de produzir ruídos por oportunismo eleitoral. Digo com segurança que há um investimento milionário em impulsionamento de conteúdo nas redes para inflar uma polêmica que é falsa", disse em entrevista à coluna.
O Planalto visa acionar a Justiça Eleitoral e pedir a investigação da suspeita de que adversários políticos estão pagando para aumentar o alcance de postagens com ataques ao presidente.
"A única preocupação que o governo tinha era a de não ferir a lei eleitoral. A recomendação para que ministros não fossem à Sapucaí, por exemplo. De resto, respeitamos a liberdade criativa de escola que homenageou Lula e de todas as demais", disse.
A Acadêmicos de Niterói levou para avenida um samba-enredo relacionado a trajetória do presidente, cheio de críticas e ironias com os opositores políticos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi um dos alvos, ao ser representado pelo palhaço Bozo. Em outra polêmica passagem, a escola debochou dos "conservadores" utilizando imagem de uma lata contendo a inscrição "Família em conserva".
Na última quarta-feira (18), a escola foi rebaixado para o Grupo Especial do Carnaval do Rio e disputará a Série Ouro no ano que vem.


