PM aposentado é condenado a seis anos de prisão por liderar milícia no interior da Bahia
Grupo ameaçava e invadia terras de comunidades tradicionais

Foto: Divulgação / MPBA
Um policial militar da reserva, identificado como Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por formação e manutenção de milícia privada armada. O grupo atuava na região de Correntina, no oeste da Bahia, ameaçando e invadindo terras de comunidades tradicionais.
Conforme a denúncia, o grupo atuava há mais de uma década em propriedades rurais da região. Eles utilizavam armamento, fardamento padronizado e postos de vigilância para intimidar e praticar crimes contra a população local.
A investigação identificou que eles atuavam por meio de empresas de segurança privada, sem autorização da Polícia Federal (PF), ameaçando lideranças comunitárias, restringindo o acesso a áreas da comunidade, destruindo cerca e tomando posse de imóveis.
Carlos Erlani foi apontado como líder da organização. Ele era responsável por administrar recursos, definir funções e controlar o armamento do grupo. Além dele, também foi condenado José Carlos Alves dos Santos, a cinco anos e quatro meses de prisão, pelo mesmo crime. Inicialmente, ambos devem cumprir a pena em regime semiaberto. Ainda cabe recurso no processo, e os condenados vão responder em liberdade.
As condenações acontecem no contexto da 'Operação Terra Justa', deflagrada em abril do ano passado. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) apurou o envolvimento de grupos armados em conflitos por terras com comunidades tradicionais. Após o fim das investigações, realizadas de forma conjunta entre a Polícia Civil da Bahia e o Ministério Público da Bahia (MPBA), a denúncia foi apresentada.


