PMs são presos suspeitos de execução por vingança em Feira de Santana
Crime pode ter sido motivado por denúncias de abusos ocorridos há cerca de dez anos, segundo a polícia

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Dois policiais militares foram presos suspeitos de matar a tiros Rogério Brandão Fernandes, de 56 anos, no dia 28 de fevereiro, em Feira de Santana. De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por vingança após relatos de que a vítima teria abusado de meninas há cerca de dez anos.
Segundo a investigação, Rogério foi morto enquanto seguia para o trabalho, na Rua Lopes Rodrigues, nas proximidades do Hospital Lopes Rodrigues. Ele trabalhava como lavador de carros. A ação foi registrada por câmeras de segurança, o que ajudou a polícia a identificar o veículo utilizado no crime.
Durante a fuga, o carro apresentou problemas mecânicos e precisou ser levado para uma oficina. A partir da identificação do local, os investigadores conseguiram chegar aos suspeitos. O veículo foi apreendido e passou por perícia, reforçando os indícios reunidos ao longo das apurações. Ainda conforme a polícia, uma das mulheres que denunciaram os abusos mantém atualmente um relacionamento com um dos policiais presos. A suspeita é de que um reencontro recente entre a vítima e a mulher tenha motivado a execução.
Os dois policiais chegaram a se apresentar espontaneamente à delegacia, acompanhados de advogado, mas permaneceram em silêncio. Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva. Eles foram detidos em Salvador e encaminhados para uma unidade da corporação, onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.
Veja nota da Polícia Militar na íntegra:
A Polícia Militar informa que a Corregedoria instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta de dois policiais militares presos na última quarta-feira (1), em Salvador, sob suspeita de envolvimento na morte de um indivíduo em Feira de Santana. A instituição salienta que os mandados judiciais foram cumpridos e que os servidores permanecem custodiados no Batalhão de Choque à disposição da Justiça.
A PMBA ressalta que quaisquer envolvimentos de policiais militares em atos ilegais são apurados com isenção e rigor, destacando que os processos de apuração são conduzidos com respeito aos direitos e garantias fundamentais, como o contraditório e a ampla defesa.
A corporação reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa da vida, ressaltando que não coaduna com eventuais desvios de conduta.


