Podomblé debate Voduns, diáspora africana e enfrentamento de estigmas raciais
Edição desta segunda-feira (26) inverteu papéis e teve o entrevistador Adriano Azevedo como convidado da jornalista e CEO Ale Bastos

Foto: FB Comunicações
O Podomblé, realizado na última segunda-feira (26), promoveu um debate sobre as religiões de matriz africana, com foco na compreensão dos Voduns, da diáspora africana e dos estigmas historicamente associados a essas tradições. Nesta edição, o entrevistador tradicional do projeto, Adriano Azevedo, foi o convidado da jornalista e CEO Ale Bastos, em uma conversa voltada à educação religiosa e ao combate ao racismo.
Durante o diálogo, Adriano explicou que os Voduns são energias divinas, assim como os orixás, e que as diferenças entre eles estão relacionadas às regiões africanas de origem e às nações cultuadas no candomblé. Os Voduns são cultuados no candomblé de nação Jeje, com raízes no atual Benin, enquanto os orixás têm origem na região da atual Nigéria e são reverenciados no candomblé de nação Ketu. Já os Inquices estão ligados às tradições oriundas de Angola.
A conversa também abordou a associação equivocada dos Voduns a práticas negativas, como o uso de bonecos para causar mal, imagem difundida pelo senso comum. Segundo Adriano, essa construção não corresponde à realidade religiosa e está ligada a um processo histórico de estigmatização das culturas negras. Para ele, trata-se de mais um reflexo do racismo, que associa manifestações de origem africana a algo perigoso ou negativo.
A edição do Podomblé reforçou a importância da informação e do diálogo como ferramentas para desconstruir preconceitos e ampliar o entendimento sobre as religiões de matriz africana.


