Polícia Civil revela que mensagem indica relação de ex-Vitória com crime
Jogador foi um dos alvos da Operação "A Tropa"

Foto: André Durão
O conteúdo das mensagens que foram encontradas pela Polícia Civil do Espírito Santo no aparelho do atacante David Corrêa, do Vasco, foram um dos principais elementos da investigação que tornou o jogador um dos alvos da Operação "A Tropa".
O delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, três conversas analisadas pelos investigadores levantaram suspeitas relacionadas a uma eventual ligação do atacante com integrantes do grupo investigado.
A operação pelos agentes foi deflagrada na última segunda-feira (1) e investiga atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. O atacante do Vasco foi alvo de um mandado de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Também foi alvo da operação o jogador do Vila Nova, Hayner William.
A Polícia Civil informou que diálogos foram achados mediante uma análise de um aparelho durante a investigação de uma tentativa de homicídio na Serra. Os agentes então cruzaram informações e identificaram eventuais conexões entre pessoas mencionadas nas conversas.
Dentre as conversas está uma em que Júnior repassa a David informações relacionadas a uma vítima de tentativa de homicídio. O interlocutor Sandi Mori comenta sobre a motivação indicada para o ataque e também sobre o estado de saúde da vítima. Logo em sequência, a resposta que é atrelada a David afirma:
“Mereceu tomar uns tiros mesmo”.
Em uma outra conversa, Júnior teria encaminhado para David uma fotografia de uma arma. De acordo com a Polícia Civil, em resposta à imagem, ela escreveu:
“tem que matar um para ver de qual é”.
David nega envolvimento no caso
O atacante do Vasco prestou depoimento depois de ser alvo da operação policial e confessou conhecer pessoas atreladas à investigação, mas negou estar envolvida em qualquer tipo de envolvimento com tráfico de drogas ou armas.
A investigação tramita sob segredo de Justiça. Até o momento, o atacante é investigado e também foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas não de prisão.


