Polícia conclui investigação do caso do cão Orelha; morte é atribuída a um dos adolescentes suspeitos
Três adultos foram indiciados por coação a testemunha

Foto: Reprodução / NSC Total
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça (3) as investigações do caso da morte do cão Orelha. Segundo o inquérito, o crime teve envolvimento dos adolescentes acusados. Foi solicitada a internação de um dos jovens e três adultos foram indiciados por coação a testemunha. Por envolver menores de idade, o processo segue em sigilo.
A Polícia Civil ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. Uma das provas reunidas foi a roupa usada pelo autor no dia do crime, identificada por câmeras de segurança.
Mais de mil horas de gravação foram analisadas pela investigação. Um sistema francês foi utilizado para confirmar a localização do infrator no momento do crime. Ele prestou depoimento nesta semana.
A Polícia Civil solicitou a internação do adolescente apontado como autor do crime. A decisão é equivalente à prisão no sistema socioeducativo.
Segundo as investigações, o adolescente saiu do condomínio onde morava às 5h25 da manhã, no dia do crime. Às 5h58, ele chegou ao local com uma amiga. Ele afirmou em depoimento que estava na área da piscina do condomínio durante o período, declaração que foi desmentida por imagens e testemunhas. Segundo a polícia, ele não tinha conhecimento do acesso da corporação às imagens.
No mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos, o jovem deixou o Brasil, retornando somente no dia 29 de janeiro. Ele foi abordado por agentes no desembarque do Aeroporto Internacional de Florianópolis.
Um familiar do adolescente tentou esconder um boné e um moletom utilizados no dia do crime. Este familiar afirmou que os itens foram comprados durante a viagem, mas a versão foi desmentida pelo próprio jovem, que assumiu ter as roupas antes.


