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Policiais envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias estavam com câmeras corporais descarregadas

Ginecologista e cirurgiã-geral foi morta a tiros durante uma suposta perseguição de PMs a criminosos no Rio; corpo foi enterrado nesta terça (17)

Por Da Redação
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Policiais envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias estavam com câmeras corporais descarregadas

Foto: Reprodução Redes Sociais

O comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro confirmou que as câmeras corporais dos policiais envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, estavam descarregadas e não registraram a ocorrência. Andréa foi morta no domingo (15), durante uma suposta perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Moradores relataram ter ouvido disparos. Um deles registrou o momento em que um carro branco, com marcas de tiros no para-brisa, aparece enquanto, por cerca de um minuto, um policial dá ordens: “Desce do carro. Desce ou vai morrer”. Sem resposta, ele bate com o fuzil na janela e repete: “Desce do carro, desce”. De acordo com a investigação, a médica já estava morta naquele momento. Ela havia acabado de sair da casa dos pais.

Em nota, a PM informou que o caso está sendo apurado e destacou que há normas rígidas que determinam que policiais devem retornar à unidade ao identificar falhas ou mau funcionamento nas câmeras, para substituição dos equipamentos.

Cascadura foi o bairro da Região Metropolitana com mais registros de tiroteios em 2025, com 126 ocorrências. Em 2026, até o momento, já foram contabilizados 18 casos, segundo o Instituto Fogo Cruzado.

O enterro de Andréa ocorreu na tarde desta terça-feira (17), no Cemitério da Penitência, em cerimônia reservada a parentes e amigos. Os pais da médica, que ela havia visitado pouco antes de ser morta, chegaram ao local bastante abalados, acompanhados da neta.

Ao g1, um médico amigo da vítima falou em nome dos presentes: “Esclarecimento é necessário, até porque, se houve um erro, se o erro não for corrigido, ele continua acontecendo”, disse Armando Novais.

Andréa Marins Dias era cirurgiã oncológica, especializada no tratamento de endometriose, com quase 30 anos de experiência na área da saúde da mulher.

Veja a nota da PM na íntegra:

"A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com as análises preliminares dos setores técnicos da Corporação, foi identificado que as baterias das câmeras corporais utilizadas pela equipe estavam descarregadas no momento da ocorrência.

Todos esses fatos seguem sob apuração integral da área correcional da SEPM.

Vale ressaltar que na corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos.

Os policiais seguem afastados dos serviços nas ruas."

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