Policial preso por ligação com Vorcaro diz temer por sua vida

Agente de 67 anos é policial federal

Por Da Redação
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Policial preso por ligação com Vorcaro diz temer por sua vida

Foto: Reprodução

Um policial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que teme pela integridade física enquanto está preso. Sebastião Monteiro Júnior, agente aposentado de 67 anos, está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, em São Paulo. Ele pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogue a prisão. A informação é da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Ele é acusado de fazer parte do grupo responsável por espionar alvos de interesse do Master e do pai de Vorcaro, Henrique. 

Sebastião foi preso em 14 de maio, quatro dias depois do início da 6ª fase da Operação Compliance Zero. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF), em São Paulo, para o presídio em Guarulhos. 

A defesa do agente pediu nesta sexta (19) ao STF que a prisão fosse revogada por "falta de provas". Os advogados pedem que o ministro André Mendonça, relator do caso, analise o pedido com urgência. 

Segundo a defesa, ele estaria "exposto a risco concreto e atual à sua integridade física e à sua vida, enquanto pende de apreciação tanto o pedido de revogação da custódia quanto os requerimentos voltados à sua proteção".

Os advogados defendem também que a situação do agente é diferente da dos demais investigados. De acordo com a defesa, o Relatório de Análise Parcial do material apreendido não menciona Sebastião. A participação dele é citada por Marilson Roseno.

Conforme a investigação, Marilson Roseno da Silva, também policial federal aposentado, era líder do grupo denominado como "A Turma". Marilson utilizava contatos e sua experiência para coordenar coações e obter dados sigilosos. Para os atos, ele tinha o apoio de outros agentes aposentados, como Sebastião.

Sebastião era membro da "Turma", grupo que realizava ameaças, intimidações e obtinha informações sigilosas. Além dele, outras seis pessoas foram presas durante uma fase mais recente da operação.

No grupo, Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, era operador financeiro do esquema e passava para o grupo as determinações do filho, inclusive durante andamento da Operação Compliance Zero.

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