Preços de alimentos e combustíveis aumentam prévia da inflação; Salvador tem segundo pior resultado
Capital baiana só perde para Belém, no Pará, que registrou 1,46%

Foto: Reprodução/Agência IBGE Notícias
O indicador que registra a prévia da inflação oficial subiu 0,45% em relação ao mês passado e fechou abril em 0,89%, puxado principalmente nos segmentos de alimentação e combustíveis. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Em março, o indicador havia ficado em 0,44%. Agora em abril, a taxa de 0,89% do IPCA-15 fechou no patamar mais alto para o período desde 2022, quando ficou 1,73%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
Entre as capitais pesquisadas para a composição do índice nacional, Salvador aparece com o segundo pior resultado para o mês de abril: 1,19%, bem acima da média para todo o país, de 0,89%. A capital baiana só perde para Belém, no Pará, que registrou 1,46%.
O indicador do IBGE mostra um aumento significativo na prévia da inflação de Salvador em relação a março, quando o IPCA-15 ficou em 0,45%. No ano, o indicador na capital da Bahia está em 2,82, acima da média nacional de 2,39%. Já em relação aos últimos 12 meses, o IPCA-15 em Salvador está em 4,14%, abaixo do total para o país que chegou a 4,37%.
A maior variação e o maior impacto positivo saíram do grupo de Alimentação e Bebidas (1,46%), influenciado pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os preços dos seguintes produtos contribuíram para o resultado: cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%).
A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.
Já no setor de Transportes (1,34%) teve o segundo maior impacto no índice geral (0,27%), impulsionado pelo aumento dos combustíveis, que passou de -0,03% em março para 6,06% em abril. A gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no índice do mês (0,32%), após ter recuado 0,08% em março.
Sobre saúde e cuidados especiais (0,93%) teve a terceira maior influência do resultado, em função das altas nos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).
O grupo Habitação acelerou de 0,24% em março para 0,42% em abril. A energia elétrica residencial foi de 0,68% (0,29% de março), contemplando os reajustes de 6,92% de 14,66% nas tarifas das concessionárias, no Rio de Janeiro (6,50%), a partir de 15 de março.


