Prefeito de Salvador diz que vai cobrar vacinação contra a Covid-19 no reveillon e carnaval
Realização dos eventos será discutida ainda no mês de outubro

Foto: Gilberto Júnior/Farol da Bahia
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), voltou a dizer nesta terça-feira (5), durante evento no Centro de Convenções, que pretende cobrar as duas doses da vacina contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aos que comparecerem ao réveillon e carnaval, caso os eventos sejam realizados. Na ocasião, ele afirmou que a Prefeitura estuda uma série de medidas para estabelecer a economia da cidade, principalmente no que diz respeito ao setor de eventos e turismo. Segundo Bruno Reis, não há mais o que fazer em relação à pandemia e as atividades precisam ser retomadas. Para ele, é imprescindível que as pessoas se vacinem.
“Me diga o que eu posso fazer mais em relação a pandemia? Não há mais o que fazer. A gente vai poder voltar com a vida que nós tínhamos antes? Se sim, vamos começar a anunciar as coisas. Do contrário, a gente vai ter que se adequar a esse novo normal ou avaliar se dá ou não para fazer esses eventos [carnaval e réveillon] e em que formato”, disse.
Bruno Reis disse, ainda, que a expectativa é que a maioria da população da capital baiana esteja totalmente vacinada até novembro deste ano. Caso isso aconteça, a retomada dos eventos e das atividades culturais e turísticas no município se tornam mais possíveis. “Em novembro, nós vamos estar com toda a população, que quis se vacinar, vacinada. Além disso, também tem a terceira dose para os idosos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde. Chega uma hora que o prefeito não tem mais o que fazer porque quem podia se vacinar, já se vacinou”, disse.
"Se a vacina cumprir o seu papel e permitir que a gente possa voltar à vida normal que nós tínhamos antes da pandemia, vamos poder fazer réveillon, carnaval, as festas de largo e a lavagem do Bonfim”, completou.
Comprovante de vacinação
Bruno Reis afirmou que pretende iniciar a discussão sobre a realização do réveillon e do carnaval ainda no mês de outubro. Independente do que seja acordado, o prefeito disse que não abrirá mão de que o público dos eventos comprovem a vacinação contra o novo coronavírus.
Além disso, o prefeito de Salvador disse que vai acompanhar o impacto do aumento no número de casos da variante Delta no estado para avaliar a viabilidade da realização da festa de réveillon na capital baiana. “Ela [variante Delta] ainda não provocou impacto no sistema de saúde. Nesta manhã, nós amanhecemos mais uma vez com as UPAs sem nenhum paciente aguardando leitos de UTI ou enfermaria”, disse Bruno Reis.
De acordo com ele, a realização dos festejos tem sido debatida com prefeitos de outras capitais do Brasil. “Eu vou aguardar, ainda no mês de outubro, para avaliar o que está acontecendo no Brasil e no mundo, em relação à realização de eventos, o que todos estão planejando”, afirmou.


