Presidente da Colômbia, Gustavo Petro pede que a população 'tome o poder' caso sofra violência, após ameaças de Trump
Presidente defendeu o histórico de seu governo no combate ao narcotráfico na Colômbia

Foto: Reprodução/Flickr
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma publicação na rede social X, durante a madrugada desta segunda-feira (5), pedindo que a população colombiana tome o poder para defendê-lo contra "qualquer ato ilegítimo de violência".
"Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores", escreveu o presidente.
Petro afirmou isso depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a Colômbia no domingo (4), com uma ação militar, um dia após forças norte-americanas invadirem a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, sob a acusação de ligação com o narcotráfico internacional.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, disse Trump a bordo do avião presidencial indo à Washington, fazendo referência ao líder colombiano.
Já o líder colombiano disse que o comandante supremo das forças militares e policiais do país por ordem constitucional. "E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo", escreveu ele.
Petro continuou dizendo que não é ilegítimo, nem traficante de drogas."Meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários são públicos. Ninguém conseguiu provar que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso".
O presidente defendeu o histórico de seu governo no combate ao narcotráfico na Colômbia, e listou alguns dos sucessos de sua administração no combate às drogas. Ele descreveu como "a maior apreensão de cocaína da história mundial e o controle de El Plateado — 'A Wall Street da Cocaína', que governos anteriores permitiram prosperar".
Ele também afirmou ter ordenado bombardeiros direcionados contra grupos armados ligados ao narcotráfico, respeitando o direito humanitário, e alertou outros contra ataques a esses grupos sem informações suficientes. Sobre os comentários de Trump, o presidente disse que responderá assim que souber "o verdadeiro significado".


