Presidente da CPMI do INSS quer retomar convocação de Lulinha na próxima semana
Carlos Viana afirma que vai discutir tema com líderes após rejeição anterior do requerimento

Foto: Andressa Anholete – Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pretende pautar na próxima semana a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Se não for na próxima 5ª [5/2], na outra semana. Eu vou chamar os líderes. Vou conversar com eles. Vou colocar isso à mesa. Vai ser a 3ª vez que nós vamos tentar [aprovar a convocação de Lulinha]”, disse Viana a jornalistas no Senado.
A CPMI apura irregularidades envolvendo descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. O caso ficou conhecido como “farra do INSS” após reportagens publicadas em dezembro de 2023 apontarem aumento nas arrecadações de associações, com valores que chegaram a R$ 2 bilhões em um ano, além de milhares de ações judiciais por filiações fraudulentas.
As denúncias levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e a investigações da Controladoria-Geral da União. Em abril deste ano, a Operação Sem Desconto resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Fábio Luís Lula da Silva foi citado pela Polícia Federal como possível sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. De acordo com depoimento de uma testemunha, o filho do presidente teria recebido uma mesada de R$ 300 mil do empresário.
Em 4 de dezembro, a CPMI rejeitou a convocação de Lulinha por 19 votos contrários. O requerimento havia sido apresentado pelo partido Novo. No texto, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirma que o empresário Eli Cohen relatou, em depoimento, que o contador João Muniz Leite teria recebido recursos oriundos de desvios. À época, o profissional era responsável pelas contas de Lulinha.


