Procon flagra 252 ônibus aptos a circular parados em garagens de Salvador no dia da eleição
Gestão Bruno Reis enfrenta decisão judicial para regularizar transporte

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Em meio às reclamações de eleitores sobre a demora e a superlotação do transporte público de Salvador, uma fiscalização do Procon-BA encontrou 252 ônibus parados em três garagens neste domingo (25). Segundo o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, os veículos estavam aptos a circular.
A fiscalização resultou na autuação de uma empresa e foi motivada por denúncias de que a prefeitura estaria impedindo a saída dos coletivos durante o segundo turno das eleições.
De acordo com o Procon, a manutenção dos ônibus nas garagens contrariava as exigências de disponibilização da frota para o transporte dos eleitores. O órgão informou que as vistorias continuariam em outras instalações, incluindo a Integra Plataforma G7.
Bruno Reis admite retenção de veículos
Em resposta à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Bruno Reis reconheceu que 75 ônibus ficaram retidos em uma garagem durante a manhã. O prefeito atribuiu o atraso a pessoas que identificou como “sindicalistas do PT”, alegando que os veículos receberam adesivos de campanha e precisaram aguardar a retirada do material.
O gestor afirmou que os coletivos foram liberados posteriormente e defendeu a atuação da prefeitura. Ao responder às acusações de Rui Costa (PT), que o chamou de “criminoso”, Bruno reagiu: “Esse Rui Costa é um vagabundo”.
Mais cedo, o prefeito havia atribuído os atrasos a problemas operacionais e mobilizações políticas nas garagens. A Secretaria Municipal de Mobilidade também confirmou que 75 veículos deixaram de sair por questões relacionadas à adesivação.
Justiça determina prisão de secretário
A redução da circulação de ônibus também levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar, neste domingo, a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A decisão ocorreu após denúncia da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
A Justiça estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento à Semob e às concessionárias para assegurar a regularização do serviço. As reclamações de moradores sobre a falta de transporte começaram ainda no início da votação do segundo turno.


