Produção mineral da Bahia cresce R$ 1 bilhão em oito meses
Aumento foi registrado de janeiro a setembro deste ano, aponta pesquisa

Foto: Divulgação/Atlantic Nickel
Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), divulgados nesta segunda-feira (7), mostram que a mineração da Bahia continua registrando índices de crescimento e se mantendo na terceira colocação como maior produtor mineral do país. De janeiro a setembro deste ano, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) atingiu a marca de R$ 7,8 bilhões, cerca de R$ 1 bilhão a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.
De janeiro a setembro deste ano, a produção de ouro (25%), cobre (21%) e níquel (19%), se manteve em destaque e representou 65% de toda a produção mineral da Bahia. O que consequentemente alavancou a arrecadação da Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) nos municípios de Itagibá, Jacobina, Jaguarari e Juazeiro, respectivamente.
De acordo com os dados do Sumário Mineral, os quatro municípios citados foram responsáveis por arrecadar mais da metade da CFEM contabilizada em todo o estado. Números que significam mais dinheiro nos cofres públicos das cidades, uma vez que os municípios produtores ficam com 60% desta arrecadação. Do total arrecadado neste período, os municípios baianos ficaram com R$ 84 milhões.
“A SDE trabalha na atração e manutenção de empreendimentos em todo o território baiano, então é animador ver os resultados positivos, a participação e a geração de emprego e renda nas cidades. Os principais municípios participantes na PMBC são Itagibá (19%), com produção de níquel; Jacobina (17%), onde se produz ouro, e Jaguarari (12%), com produção de cobre. De janeiro a setembro de 2022, o estado arrecadou R$ 160 milhões em ICMS do segmento”, destaca José Nunes, secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia.
Mineração
Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) mostram que, no terceiro trimestre deste ano, 182 municípios baianos foram beneficiados pela CFEM. Itagibá, no Sul da Bahia, é uma das maiores produtoras de níquel do país e lidera a arrecadação de CFEM no estado em 2022.
Ao longo de todo o ano, mais de R$156 milhões foram arrecadados com a compensação, de acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Além do reforço aos cofres dos municípios, a mineração é responsável por uma maior movimentação na economia com a geração de emprego e renda.


