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Professora da Unicamp investigada por furtar vírus possui pesquisa sobre partículas imunomoduladoras; entenda

Partículas imunomoduladoras são aplicadas em condições como lúpus, esclerose múltipla, cânceres, alergias e mais

Por Da Redação
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Professora da Unicamp investigada por furtar vírus possui pesquisa sobre partículas imunomoduladoras; entenda

Foto: Reprodução / Soledad Palameta Miller, LinkedIn

A professora Soledad Palamenta Miller, investigada por furtar amostras virais armazenadas no Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), possui patente direcionada ao estudo de composições terapêuticas de partículas imunomoduladoras semelhantes a vírus. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.

Formada pela Universidade Nacional de Rosario, a professora possui um currículo focado na virologia e já desenvolveu nanopartículas biológicas derivadas de capsídeos retrovirais capazes de inibir a propagação de células cancerígenas.

Atualmente, de acordo com o Currículo Lattes, a professora é coordenadora de um laboratório voltado à virologia e biotecnologia aplicada a alimentos.

Partículas imunomoduladoras

Conforme informações do centro médico americano Cleveland Clinic, partículas imunomoduladoras integram uma classe de substâncias capazes de alterar a resposta do sistema imunológico.

Assim, as partículas imunomoduladoras atuam estimulando ou reduzindo a atividade imunológica. Ao estimular, elas auxiliam o corpo a reconhecer e combater ameaças de forma mais eficiente. Já ao reduzir a atividade imunológica, elas integram o grupo das imunossupressoras, utilizadas em doenças autoimunes.

Por isso, esses mecanismos são aplicados em condições como lúpus, esclerose múltipla, cânceres, alergias e mais.

O furto

Soledad Palameta Miller foi presa na última segunda-feira (23), suspeita de furtar um vírus da Unicamp. A juíza Valdirene Ribeiro, da 9ª Vara Federal de Campinas, confirmou provas concretas do crime e indícios de autoria da professora. Ela foi solta de forma provisória na terça-feira (24).

Foi constatada no dia 13 de fevereiro a ausência de caixas contendo amostras de vírus no Laboratório de Virologia Animal do Instituto de Biologia da Unicamp. O material estava numa área com alta contenção biológica e protocolos de biossegurança rigorosos. 

Soledad não tinha acesso direto aos laboratórios, pois ainda não possuía laboratório próprio. Ela utilizava espaços emprestados de outros professores. 

Investigações indicam que ela teria contado com ajuda de terceiros para entrar nos locais de onde o material foi subtraído. Ao remover as amostras do acervo da professora Clarice Weis Arns, Soledad teria as transferido para outros ambientes da universidade.

Policiais localizaram o material escondido em freezers de outros professores no Laboratório de Doenças Tropicais e no laboratório de Engenharia Metabólica. As amostras haviam sido abertas e manipuladas e armazenadas de forma irregular. Frascos descartados em lixeiras comuns também foram encontrados no Laboratório de Cultura de Células.

A própria Unicamp informou à polícia o desaparecimento do material. A prisão foi realizada durante investigações. 
 

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