PSOL entra com representação contra Bolsonaro na PGR

Presidente é acusado de monitorar ilegalmente os parlamentares

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FOTO: Reprodução/ Agência Saiba Mais

A bancada do PSOL protocolou uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) do Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Jair Bolsonaro por monitoramento ilegal de parlamentares.

O documento cita ainda o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, onde pede a "instauração de competente inquérito administrativo, civil, criminal ou procedimento análogo".

A representação tem como base a matéria da revista Época, que obteve relatórios produzidos a pedido da Secretaria de Governo e Secretaria de Comunicação em fevereiro, março e abril deste ano, onde publicou que ao menos 116 parlamentares tiveram as redes sociais monitoradas pelo Palácio do Planalto, em ação financiada com dinheiro público.

Nesses meses, foram alvo do monitoramento 105 deputados, nove senadores, uma deputada estadual e um vereador, entre eles, os seguintes signatários da presente representação: Áurea Carolina (PSOL/MG), David Miranda (PSOL/RJ), Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), Fernanda Melchionna (PSOL/RS); Marcelo Freixo (PSOL/RJ), Sâmia Bomfim (PSOL/SP) e Talíria Petrone (PSOL/RJ).

"É importantíssimo trazer à baila que tal fato não é ação isolada do governo Bolsonaro. Através da Abin, o Governo Federal monitorou o Sínodo da Amazônia, organizado pela Igreja Católica. Tal fato causou espanto em razão das investigações e monitoramentos de movimentos e lideranças participantes", acrescenta o documento.


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