Quase 10 anos depois, juíza 'prisioneira pessoal' de Hugo Chávez é libertada
Magistrada foi presa em dezembro de 2009, por ter ordenado soltura de banqueiro

Foto: Reprodução/Instagram | Ricardo Stuckert/PR
Quase 10 anos depois, a juíza venezuelana María Lourdes Afiuni, conhecida como "prisioneira pessoal" do ex-presidente Hugo Chávez, foi libertada. A medida foi anunciada em conjunto pela família e pela defesa da magistrada, em publicação no X (antigo Twitter) durante a última sexta-feira (7).
"A família da juíza María Lourdes Afiuni Mora acolhe com satisfação a decisão que encerra definitivamente o processo contra ela e lhe devolve plenamente a liberdade, encerrando formalmente um caso que jamais deveria ter existido", comunicaram seu irmão, Nelson Afiuni, e sua advogada, Thelma Fernández.
Ainda no comunicado, eles dizem que "este desfecho representa o fim de um longo e doloroso capítulo marcado por graves violações dos direitos humanos e do devido processo legal".
Relembre o caso
María Lourdes Afiuni foi presa em dezembro de 2009, logo após ter ordenado a soltura, sob fiança, do banqueiro Eligio Cedeño. Por esse motivo, o então presidente Hugo Chávez exigiu que ela fosse condenada a até 30 anos de prisão.
Com isso, a juíza permaneceu atrás das grades até ser colocada em prisão domiciliar. Em junho de 2013, a Justiça concedeu a ela liberdade condicional com medidas cautelares. Mas, em março de 2019, Afiuni foi condenada a mais cinco anos de prisão, por "corrupção espiritual", decisão que chamou de "crime fabricado".


