Renault Koleos “cupê” chega à Europa e antecipa motor híbrido para o Brasil
Motor 1.2 turbo com sistema híbrido 48V deve chegar ao Brasil em breve

A Dacia revelou oficialmente o Striker, novo SUV com estilo cupê que amplia a ofensiva da marca romena na Europa. Embora o modelo não esteja previsto para o mercado brasileiro, ele antecipa uma importante evolução tecnológica da Renault: uma nova geração de motores híbridos que deverá chegar futuramente ao Renault Boreal, SUV médio desenvolvido para a América Latina.
O Striker inaugura uma estratégia que combina eletrificação, eficiência e preços mais acessíveis. Na Europa, o utilitário utiliza a plataforma CMF-B, arquitetura compartilhada com modelos como Duster e Bigster. Já no Brasil, a Renault aposta na inédita RGMP, base que estreou com o Kardian e que também dará origem ao Boreal e à picape Niágara.
Apesar de utilizarem plataformas diferentes, ambas fazem parte da renovação global da fabricante francesa e compartilham uma mesma filosofia: oferecer veículos mais modernos, eletrificados e preparados para atender às exigências ambientais dos próximos anos.
Motor híbrido aponta futuro do Boreal
O principal destaque do Striker está sob o capô. O SUV estreia uma nova família de motores eletrificados, incluindo versões híbridas leves de 48 volts e um conjunto híbrido convencional batizado de Hybrid 155, que combina um motor 1.8 aspirado a gasolina com um propulsor elétrico para entregar cerca de 155 cv de potência combinada.
Também fazem parte da linha versões equipadas com o novo 1.2 turbo mild hybrid, inclusive uma configuração com tração integral eletrificada (Hybrid 4x4), além de opções movidas a gasolina e GLP para alguns mercados europeus.
Essa arquitetura mecânica é importante para o Brasil porque a Renault já trabalha na eletrificação da família de motores turbo produzida localmente. O atual 1.3 TCe, utilizado em diversos modelos da marca, deverá receber soluções híbridas nos próximos anos, tecnologia considerada uma das principais candidatas para equipar futuras versões do Boreal.
SUV cupê amplia ofensiva da Renault
Com 4,62 metros de comprimento, o Striker ocupa uma posição acima do Bigster na gama da Dacia. O desenho privilegia a aerodinâmica, com teto inclinado e linhas típicas de um SUV cupê, tendência que vem ganhando espaço em diversos mercados.
A proposta também reforça uma estratégia que pode chegar à América do Sul. Além do Boreal, fontes ligadas ao Grupo Renault indicam que um SUV cupê derivado da plataforma RGMP faz parte dos estudos da empresa e poderá ampliar a família de utilitários produzidos na região.
Caso seja confirmado, o modelo teria a missão de disputar um segmento que cresce rapidamente no Brasil, hoje ocupado por veículos como Volkswagen Nivus, Fiat Fastback e Citroën Basalt, mas em um porte superior.
Renault prepara nova fase no Brasil
Enquanto a Europa recebe o Striker sobre a plataforma CMF-B, a Renault concentra seus investimentos na América do Sul na arquitetura RGMP. Depois do Kardian, o Boreal será o segundo integrante dessa nova geração, seguido pela picape intermediária Niágara.
A estratégia busca reposicionar a marca em segmentos mais rentáveis, principalmente o dos SUVs médios, onde o Boreal enfrentará rivais consolidados como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos, GWM Haval H6 e os novos utilitários esportivos de origem chinesa.
A chegada futura de versões híbridas deverá ser um passo importante para aumentar a competitividade do modelo, acompanhando uma tendência que já domina os principais mercados mundiais e que avança rapidamente também no Brasil.


