Renault revela E-Space elétrica que pode virar van de 7 lugares

Novidade pode estrear em 2028 como veículo de família elétrico

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Renault revela E-Space elétrica que pode virar van de 7 lugares

Antes da expansão dos SUVs, a Renault construiu parte de sua presença entre os carros familiares com as minivans. Primeiro veio o Espace, lançado em 1984, com bancos individuais, cabine ampla e diferentes configurações para transportar pessoas e bagagens. Em 1996, a fórmula ganhou uma alternativa menor com o Mégane Scénic, um monovolume derivado da família Mégane que passou a se chamar apenas Scénic em 1999. Os dois modelos ajudaram a consolidar a proposta de aproveitar o espaço da carroceria para transformar o automóvel em um ambiente de convivência. 

É essa história que a Renault recupera com o E-Space Concept, apresentado mundialmente no Salão do Automóvel de Paris de 2026. O protótipo totalmente elétrico combina carroceria monovolume, seis bancos individuais e uma tela curva que atravessa o painel. Em um mercado europeu dominado por SUVs e crossovers, o projeto volta a colocar o aproveitamento da cabine no centro da proposta de um carro familiar.

Com 4,70 metros de comprimento, rodas de 23 polegadas e piso plano, o conceito reinterpreta características do Espace original com uma arquitetura elétrica. A apresentação, porém, não representa uma confirmação de que a Renault voltará a produzir uma minivan nesse formato.

A mudança de direção tem significado dentro da própria marca. O Espace de produção deixou a carroceria monovolume e passou a ser um SUV híbrido de até sete lugares, compartilhando componentes com o Austral. O conceito recupera justamente a configuração que deu origem ao nome.

Carroceria prioriza espaço interno

O Renault E-Space Concept mede 4,70 metros de comprimento, 2,02 metros de largura e 1,67 metro de altura. A dianteira curta e o para-brisa que prolonga visualmente a linha do capô retomam as proporções características das minivans, enquanto os balanços reduzidos deixam as rodas próximas das extremidades da carroceria.

A linha de cintura baixa, as janelas laterais amplas e o teto transparente aumentam a entrada de luz natural. Na parte inferior, elementos escuros procuram reduzir visualmente o volume da carroceria e integram a região que abriga a bateria e componentes aerodinâmicos.

Na dianteira, a iluminação forma uma grande letra U, com o logotipo iluminado ao centro e elementos gráficos em pixels. A traseira mais vertical favorece o aproveitamento da cabine, enquanto o spoiler superior faz referência às segunda e terceira gerações do Espace.

Entre as soluções para melhorar a eficiência está uma lâmina móvel no para-choque dianteiro. Em velocidades elevadas, ela pode se aproximar do solo para direcionar o fluxo de ar sob o veículo e reduzir a resistência aerodinâmica.

Seis bancos individuais e tela de 1,13 metro

A cabine tem seis bancos individuais distribuídos em três fileiras, com dimensões e desenho semelhantes. O piso completamente plano amplia a circulação entre os assentos e permite explorar diferentes configurações do interior.

Os bancos podem girar ligeiramente para facilitar o acesso. Em determinadas posições, os ocupantes ficam organizados ao redor de uma mesa central, retomando a ideia de uma sala de convivência sobre rodas que acompanhava o Espace dos anos 1980.

O painel utiliza a tela OpenR Panorama, um display curvo de 1,13 metro de largura e 11 centímetros de altura. A superfície se estende por toda a largura da cabine e reúne informações de condução, navegação e entretenimento. Segundo a Renault, a solução está prevista para futuros modelos elétricos de categorias superiores.

Revestimentos têxteis nas portas e superfícies macias completam o interior. Os bancos também recebem alto-falantes integrados para permitir experiências sonoras individualizadas.

Potência e autonomia ainda não foram divulgadas

A Renault não informou potência, torque, capacidade da bateria ou autonomia do E-Space Concept. Também não apresentou dados de desempenho, tempo de recarga ou peso.

Por enquanto, o protótipo mostra uma direção de design e de organização da cabine. Seu principal vínculo com o passado está na retomada dos bancos individuais, da modularidade e da área envidraçada — características que marcaram o Espace e, depois, o Mégane Scénic. Agora, a marca explora como essa fórmula pode ser adaptada a um automóvel totalmente elétrico.

 

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